Cientistas alertam sobre MEGA Tempestade Solar

Por Nelson Travnik

O “fim do mundo” previsto para 2012 pelos maias, Nostradamus  e até segundo alguns pela Bíblia, poderá ser postergado para maio de 2013. É o que dá para entender o alerta  da NASA baseado em previsões feitas e publicadas pelo S.I.D.C. (Sunspot Index Data Center) da Bélgica que é o órgão mundial de recepção de observações solares. Caso se confirmem as previsões, a Terra pode ser atingida por uma gigantesca tempestade de partículas cósmicas em maio de 2013 provocando o maior desastre  natural que se possa imaginar. A energia liberada e os efeitos seriam 20 vezes maiores que o furacão Katrina! Não haverá como evitar. A hecatombe poderá contudo ser atenuada se os observatórios solares espaciais SOHO, TRACE, STEREO, RHESSI, HINODE e PICARD verdadeiros guardiões do planeta, conseguirem transmitir um alerta com muita antecedência uma vez que só teremos 15 a 35 minutos para ações preventivas.

A FÚRIA DE HELIOS

Um dos aspectos mais notáveis na observação do Sol são as manchas solares. Vistas como nódoas escuras, as manchas funcionam como gigantescas janelas onde o calor do núcleo ascende com mais facilidade a parte externa do Sol, a fotosfera. As manchas solares estão associadas a fortes campos magnéticos que geram gigantescas explosões e fulgurações de onde fluem ondas de raios X, prótons e elétrons. Em média a cada 11 anos elas passam de um período de mínima para um de máxima atividade. E aí o Sol inteiro entra em ebulição. E o próximo máximo solar está previsto justamente para 2012/13. O Sol reverte-se: O pólo norte se torna sul e volta a ser norte no próximo ciclo.  As radiações emitidas por essas explosões e as conhecidas por ejeções coronais de matéria, CMEs, lançam ao espaço à velocidade de 1000 km/s  os terríveis raios gama, raios X, além do ultravioleta, prótons e elétrons. Essas ejeções elevam-se no espaço com energia de 200 bilhões de bombas atômicas tipo Hiroshima! Essas ondas e partículas altamente energéticas chegam à Terra em período muito curto, praticamente insuficiente para proteger a frota de satélites e todos os artefatos espaciais que possuem painéis de captação de radiação solar. Constitui uma séria ameaça para a Estação Espacial Internacional  e a integridade física dos seus ocupantes muito embora exista um compartimento especialmente destinado para se abrigar das radiações letais. Os fótons (partículas de luz) inofensivos e mais rápidos (chegam à Terra em aproximadamente 8 minutos)  com sua chegada antecipam o que virá depois. Baseado nisso é que teremos somente 15 a 20 minutos para o alerta que deverá vir do NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) nos EEUU. O NOAA é um dos principais centros de monitoramento da atividade solar através dos observatórios solares no espaço. O Laboratório de Clima Espacial do INPE é parceiro do NOAA.

UM TSUNAMI CÓSMICO

No dia 1º de setembro de 1859, o astrônomo inglês Richard C. Carrington observou um imenso clarão “flare” no Sol. Cerca de 18 horas depois ocorreu uma super tempestade geomagnética, a maior que se tem noticia. Ela causou incêndios em escritórios de telégrafos, afetou cabos de transmissão e produziu intensas auroras boreais. Muitos pensavam que as cidades tinham se incendiado! Se as previsões dos cientistas se confirmarem e baseados nos problemas causados por gigantescas explosões solares ocorridas em 1989, 1999 e 2003 e que causaram prejuízos de muitos milhões de dólares, podemos imaginar o que nos aguarda em maio de 2013. A primeira coisa, o primeiro sinal será uma aurora boreal verde e cor de sangue como se fosse engolir a Terra. A energia vinda do espaço irá atingir a rede elétrica e os transformadores. Veremos centrais elétricas queimando, satélites desgovernados penetrando  na atmosfera superior como bolas de fogo provocando colapso nas comunicações e deixando bilhões de usuários sem televisão, internet e bloqueando contas bancárias. O Sistema de Posicionamento Global, GPS será afetado inviabilizando o sistema para  usuários civis e militares. O mundo pára! Segundo estimativas, serão necessários de 4 a 10 anos para cobrir os prejuízos  que poderão ascender a muitos bilhões de dólares com risco até de um colapso econômico! Se efetivamente repetir o episódio de 1859 não há como escapar dos efeitos destruidores neste cenário apocalíptico.

A FORNALHA SOLAR

O Sol é uma estrela do tipo G, amarela como existem milhares em nossa galáxia. A fonte de energia solar é a fusão nuclear. Núcleos de hidrogênio se unem numa reação com várias etapas, criando o hélio. A cada segundo, 700 milhões de toneladas de  hidrogênio se fundem para formar 1 átomo de hélio. Inteiramente gasoso, o Sol consiste em 70% de hidrogênio, 28% de hélio e 2% de elementos mais pesados. Na parte externa desse globo gasoso denominado fotosfera, a temperatura é de 5.700° C. Acima dela está a cromosfera com temperatura ao redor de 10.000° C e além dela a chamada atmosfera solar onde reinam extraordinários 2.000.000° C! Mas isto é pouco comparado com o núcleo: 15.000.000º C!

O autor é astrônomo responsável pelos observatórios astronômicos municipais de Americana e Piracicaba SP | Fonte.

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