OBEDEÇAM AO COMANDO DIVINO COM FÉ ABSOLUTA

Discurso Divino proferido por Swami Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
Organização Sri Sathya Sai do Brasil
http://www.sathyasai.org.br
Data: 19/10/ 2004 – Ocasião: Dasara(1) I – Local: Prasanthi Nilayam

Todos devem enfrentar as consequências de seu próprio karma.
Quem fez os morcegos se pendurarem nos ramos de uma árvore com a cabeça para baixo? Trata-se de seu destino. Do mesmo modo, ninguém pode escapar das consequências do karma.
(Poema em télugo)

Alunos!
O karma(2) não tem pés, nem olhos, nem boca. Mas o homem não pode escapar dele. É por isso que nossos antepassados declararam que não se pode fugir das consequências das próprias ações. O karma não age de acordo com seus amores e desafetos. As coisas acontecem não apenas devido ao seu desejo e, da mesma maneira, outras não são afastadas porque não as desejamos. O karma segue o seu próprio curso. Seus pensamentos e desejos causam a ilusão de que as coisas acontecem devido a sua vontade.
O mundo está cheio de mistério e admiração. Isso não nada mais é do que a manifestação dos cinco elementos, que sofrem modificações com o passar do tempo. Da mesma forma, o corpo físico, que também é composto pelos cinco elementos, está sujeito a mudanças. Apenas o Morador Interno é permanente.
Encarnações do Amor Divino!
Não é possível alguém ir contra a vontade de Deus. Os caminhos de Deus estão além do alcance do entendimento humano. Deus pode fazer aparecer coisas que não existem na realidade. Do mesmo modo, o que surge diante de seus olhos pode desaparecer num instante pela vontade de Deus. Como alguém poderá entender tais acontecimentos misteriosos?
Não é possível a qualquer pessoa proteger o corpo físico para sempre. Ele existe durante o tempo em que está destinado a existir. Assim que seu propósito for concluído, o corpo perecerá. Ninguém tem qualquer controle sobre a morte. Ela já é decidida no momento do próprio nascimento. A data de partida está escrita no corpo, quando ele vem ao mundo. Não é possível ao homem compreender a forma como o universo funciona.
A experiência de cada pessoa é única. Por que o morcego fica pendurado no ramo de uma árvore de cabeça para baixo? Ninguém pode explicar esse fenômeno. Quem é responsável por tais maravilhas e mistérios que assistimos neste mundo? O que cada um tem de fazer, quando, onde e como, tudo está predestinado. O homem não tem qualquer controle sobre isso. Tudo acontece de acordo com a Vontade Divina e Seu comando. O principal dever do homem é obedecer sem restrições ao comando divino. Tudo neste mundo, visível ou imperceptível, acontece de acordo com a Vontade Divina.
Uma pessoa não precisa prestar atenção no que os outros dizem, quando se trata de obedecer ao comando de Deus. Você deve obedecer ao comando divino, em letra e espírito, sem acrescentar quaisquer vírgulas ou pontos finais. Infelizmente, hoje em dia, ninguém está fazendo qualquer esforço para compreender os mistérios da criação de Deus. Os cientistas vangloriam-se de ter revelado os mistérios da criação, mas não têm verdadeira experiência da realidade por trás dos fenômenos. Toda e qualquer atividade que tem lugar neste universo é cheia de surpresas. Quando observarem atentamente, serão capazes de perceber a mão invisível de Deus trabalhando.
Encarnações do Amor Divino!
O homem deve obedecer ao comando Divino com fé total e sem qualquer argumentação a favor ou contra. Markandeya nasceu como resultado de uma bênção concedida por Easwara(3) a seus pais, que lhes perguntou se preferiam um filho virtuoso com uma vida curta ou um filho não tão virtuoso, com uma vida longa. Os pais optaram por um filho virtuoso. Assim sendo, Markandeya nasceu. Era uma pessoa de bons pensamentos, bom comportamento e boa conduta. Easwara informou a seus pais que ele viveria apenas por dezesseis anos. No entanto, os pais estavam radiantes, pois foram abençoados com um filho virtuoso.
Os anos passaram-se e Markandeya chegou ao seu décimo sexto ano. Lembrando-se das palavras de Easwara, os pais ficaram aflitos. A mãe chorava com frequência, pensando na morte iminente do filho. Markandeya não podia compreender a causa da sua tristeza e perguntava-lhe por que estava chorando. Certo dia, encontrou os pais mergulhados em tristeza. Questionados, revelaram que a morte dele era iminente de acordo com a Vontade Divina e que essa era a causa da sua tristeza.
Markandeya lamentou-se pelo desejo de Easwara não ter sido revelado a ele até então, porque havia desperdiçado o tempo precioso atribuído a ele. Não queria desperdiçar nem mais um minuto. Tomou um banho matinal, foi para o templo de Easwara e começou a entoar o mantra sagrado Shiva Panchakshari, Namah Shivaya, com toda a sinceridade e devoção. Perdeu-se na contemplação de Easwara. Não esperava qualquer recompensa por suas orações. Considerou que contemplar Deus era o seu dever mais importante.
O dia seguinte deveria ser o último de sua jornada terrena. Contudo, permaneceu no templo. Visto que não voltou para casa, seus pais foram para o templo e sentaram-se em sua entrada. Caíram em lagrimas, pensando no fim iminente da vida de Markandeya. Tal como aprouve ao Senhor, Markandeya deixou seu corpo mortal no momento em que completou seu décimo sexto ano. Seus pais estavam num mar de tristeza. Assim que Markandeya deixou seu corpo mortal no mundo externo, seu jiva(4) encontrou o Senhor Shiva no mundo divino. O Senhor estava imensamente satisfeito com a devoção sincera de Markandeya. Disse-lhe: "Markandeya! Hoje marca o fim de seu décimo sexto ano. Você veio a mim num feliz estado de espírito. Curvou-se a minha vontade com fé e obediência irrestritas. Estou satisfeito com sua devoção".
Enquanto Easwara falava dessa forma a Markandeya, a Mãe Parvati(5) interveio e disse-Lhe: "Ó Senhor! Por que não o envia de volta a seus pais, já que ele Lhe obedeceu irrestritamente?" Easwara desejou que Parvati também o acompanhasse e, juntos, devolveram a vida ao corpo de Markandeya.
A alegria dos pais não tinha limites quando perceberam movimentos no corpo de Markandeya. Ele se levantou e disse-lhes: "Minha querida mãe e pai, o Senhor Easwara e a Mãe Parvati trouxeram-me de volta à vida. Ficarei com vocês pelo tempo que assim o desejarem. Tenhamos pensamentos nobres e façamos boas ações. Cumprirei meus deveres de filho e lhes darei felicidade.”
Acompanhando seus pais, Markandeya voltou para casa. Os habitantes da aldeia ficaram atônitos e maravilhados quando souberam que Markandeya fora trazido de volta à vida pelo Senhor Easwara e pela Mãe Parvati. Markandeya contou-lhes, em detalhes, tudo o que acontecera no mundo divino.
Deus responde às orações dos devotos e vem para resgatá-los apenas quando têm pureza de coração. Alguém, com coração puro, pode até mesmo alterar o Sankalpa (Vontade) de Deus. A história de Markandeya dá um amplo testemunho disso. Markandeya não tinha desejos. Tornou sagrado o tempo que lhe foi concedido. O principal dever dos devotos é cultivar pensamentos nobres e realizar ações sagradas. Markandeya tornou-se chiranjeevi (imortal), serviu seus pais e deu-lhes imensa felicidade. No curso normal, a Vontade de Deus não pode ser alterada. Mas, algumas vezes, Deus muda Seu Sankalpa em resposta às orações de um devoto que é sincero e puro de coração. O devoto tem o poder de mudar a Vontade de Deus. Devoção não significa a mera verbalização de preces; é necessária a pureza de coração.
Adi Sankara(6) nasceu em Kerala no século VII d.C. e difundiu a essência das Escrituras para a humanidade. Mas abandonou seu corpo na tenra idade de 32 anos. Ramanuja
charya(7) nasceu no século XI d.C. e propagou a eficácia do Nome Divino. Aquele foi o momento em que a devoção a Deus estava em declínio. Por causa dos ensinamentos de Ramanujacharya, as pessoas desenvolveram um sentimento de devoção e entrega a Deus. Madhwacharya(8) nasceu durante o século XIII d.C. e propagou o princípio da dvaitha (dualismo). Ensinou que jiva (alma individual) e Deva (alma universal) não são diferentes uma da outra em sua essência. No entanto, o princípio subjacente em todos os três sistemas da filosofia como propagados por Adi Sankara, Ramanujacharya, e Madhwacharya é um e o mesmo. O mesmo princípio do Atma está presente em todos os seres. É chamado de Easwaratwa (divindade). As encarnações divinas como Rama e Krishna podem ser reconhecidas por suas formas divinas. Cada encarnação tem uma forma particular. Mas Easwaratwa não tem qualquer forma. Representa o princípio da verdade presente em todos os seres. É responsável por srushti, sthiti e laya (criação, manutenção e dissolução).
Easwaratwa, o que não tem forma específica, é simbolizado na forma de um lingam(9). Geralmente, é colocado sobre uma base horizontal, conhecida como Panavatta. Você sabe com que ele se parece? (Nesse momento, Bhagawan, com um movimento circular de mão, materializou um lingam com Panavatta.)
O Senhor Easwara encorajou Markandeya e seus pais a santificarem seu tempo na contemplação de Deus. Materializou um lingam e deu-o para os pais de Markandeya. Eles santificaram suas vidas por meio da adoração ao lingam. O lingam representa o princípio do Atma, presente em todos. Não é possível para qualquer pessoa compreender ou avaliar o poder divino. O princípio do Atma é imutável. Pode assumir qualquer forma, de acordo com os sentimentos dos devotos. O lingam não é algo que o homem fez para cultuar. É a manifestação direta da Divindade (Sakshat-akara). Essa verdade foi muito bem compreendida por Markandeya e por seu pai Mrukanda e, por isso, adoravam a divindade sob a forma de um lingam.
Todo ser vivo contém três aspectos: sthula, sukshm, e karana (grosseiro, sutil e causal). A forma física representa o aspecto grosseiro. O mesmo princípio da divindade está presente em todos os três níveis. Sem fios, não há tecidos. Sem prata, não há pratarias. Sem argila, não se pode fazer o pote. Da mesma forma, sem Brahma (Divindade), o mundo não existe. Sem o criador, não pode haver criação. O criador pode ser comparado ao fio, e a criação, ao tecido. O criador é a encarnação dos aspectos grosseiro, sutil e causal. Quando contemplar a Deus, devem transcender a mente. Apenas com fios não se pode fazer um tecido. Eles devem ser interligados. De igual modo, tanto o autoesforço quanto a graça divina são essenciais para alcançar o resultado desejado.
Sukshma sarira (corpo sutil) é a fonte da qual nossas palavras e ações se originam. Nossos alunos estão entoando os Vedas diariamente. Cada mantra é atribuído a uma determinada forma de divindade. É necessário que saibamos todos os mantras. Se alguém quiser purificar os seus pensamentos e se compreender, deverá ter os Vedas como fundamento. Incapazes de compreender essa verdade, muitos estudantes estão se comportando como ladrões quando entoam um mantra védico.
Alguém que faz algo errado e finge ignorância é um ladrão. Do mesmo modo, alguém que tem a habilidade para entoar os Vedas, mas não o faz com empenho e de todo o coração, também pode ser chamado de ladrão. Todos os alunos podem entoar os Vedas, mas alguns deles não acompanham os outros. Não estão fazendo bom uso de tudo o que aprenderam. Estão guardando para si tudo o que aprenderam.
Estou observando os estudantes entoarem os Vedas. Tendo aprendido os mantras, espera-se que os entoem. Mas alguns deles ficam em silêncio. De certa forma, eles estão recorrendo à vidya choratwam e à daiva droham (roubo do conhecimento e traição a Deus). Dessa forma, os alunos estão se tornando traidores. Apenas aqueles que entoam sinceramente tudo o que aprenderam são elegíveis para Sakshatkara (realização de Deus).
Quando os alunos entoam os mantras, as mulheres sentadas do outro lado também se juntam a eles. Elas têm todo o direito de entoar os Vedas. Ninguém pode negar direito delas. Elas sentem-se inspiradas a entoar os Vedas quando ouvem os nossos alunos. Há muitas crianças pequenas sentadas aqui. Quem lhes ensinou os Vedas? Eles ouvem atentamente enquanto os estudantes mais velhos entoam os mantras e, de coração, aprendem com eles. No entanto, existem algumas pessoas educadas que se sentam ao lado dos meninos que entoam os Vedas e, mesmo assim, permanecem caladas. Estou observando-os. Para que serve sentar-se próximo ao grupo de Vedas se não fazem esforço para aprendê-los e entoá-los? São os maiores ladrões. Ouvem o entoar védico, mas não participam. Todos devem ouvir e também entoar os mantras, a fim de experienciar a divindade.
Os Vedas são a verdadeira forma de Deus. Há muitos mantras para conciliar os pancha bhutas (os cinco elementos). Os cinco elementos são nosso verdadeiro ar vital. Sustentam a nossa vida. O mundo em si é a manifestação dos cinco elementos. Mas as pessoas esquecem-se de manifestar gratidão aos cinco elementos. Que pecado isso é! Preenchemos nossas mentes com informações desnecessárias e, consequentemente, falhamos em não dar o devido respeito aos cinco elementos.
Todos devem, necessariamente, aprender os Vedas, contemplá-los, e entoá-los sinceramente. Não há motivo para apenas aprender os Vedas, se não os entoam. Há alguns que entoam os mantras enquanto estão aqui, mas esquecem-se deles quando saem daqui. Vocês podem ir a qualquer lugar, mas devem repetir os mantras, pelo menos, em sua mente. Jamais deverão se tornar uma vidya drohi (aquele que não honra os conhecimentos adquiridos). Um vidya drohi tornar-se-á também daiva drohi e acabará por perder a chance de tornar-se um receptáculo da graça de Deus.
Os estudantes podem cometer erros inconscientemente. Todavia, uma vez percebidos, os erros não devem ser repetidos. Qualquer que seja o mantra que ouvir hoje, devem ser capazes de entoá-los amanhã. Quando todas as pessoas entoarem os mantras em uníssono e em perfeita harmonia, Brahman manifestar-se-á diante delas. Nossos antigos sábios e videntes declararam: Vedahametham Purusham Mahantham Adityavarnam Thamasa Parasthath (Vislumbrei o Ser Supremo, aquele que brilha com o esplendor de um bilhão de sóis e que está além de thamas – as trevas da ignorância).
O som dos Vedas é muito sagrado. É enaltecido como sabda brahmamayi, characharamayi, jyotirmayi, vangmayi, nityanandamayi, paratparamayi, mayamayi, e sreemayi (encarnação do som, da mobilidade e imobilidade, da luz, do discurso, do eterno êxtase, da perfeição, da ilusão e da riqueza). Todos são obrigados a aprender os Vedas. Se isso não for possível, deve-se, pelo menos, repetir o Nome de Deus.
Seja qual for o mantra védico que vocês aprenderam, devem ser capazes de repeti-los adequadamente. Caso contrário, não precisam aprendê-lo de nenhum modo! Já vi muitos rapazes que aprenderam os Vedas aqui, mas esqueceram-se deles quando foram para Bangalore. Entoam um ou dois mantras para agradar às pessoas mais velhas que visitam o local. Não se trata de publicidade, mas devem entoar os Vedas para seu próprio benefício de experienciar a bem-aventurança que advém daí.
Os três aspectos, a saber, karma, upasana, e jnana (trabalho, adoração e sabedoria) podem ser comparados à entoação, prática e experiência da bem-aventurança. Devem transcender vijnanamaya kosha (sabedoria) e entrar em anandamaya kosha (êxtase). O karma encaminha para upasana que, por sua vez, leva a jnana (sabedoria). Após atingir jnana, experimentarão paz e bem-aventurança. Tudo depende do karma.
Não devem repetir os mantras de forma mecânica, apenas porque os outros os estão entoando. Devem assimilá-los e digeri-los. Por que se alimentam? É para manter o alimento no est
ômago? Não. O alimento ingerido deverá ser digerido e sua essência suprirá todas as partes do corpo. Da mesma forma, devem compreender e assimilar os conhecimentos védicos e obter a força que vem deles. Isso deveria ser expresso em seus pensamentos, palavras e ações. Devem tomar parte na divulgação dos Vedas e compartilhar sua alegria com os outros.
As pessoas dizem que Deus a tudo impregna. Está presente em toda parte na forma dos cinco elementos. Cada elemento representa uma forma da divindade. Todos os cinco elementos juntos constituem a forma do Atma. Quando compreenderem essa verdade, experimentarão a bem-aventurança divina.
Encarnações do Amor Divino! Estudantes!
Tudo o que aprenderam aqui, compartilhem com as outras pessoas. Mas não é suficiente apenas compartilhar com os outros, também é necessário colocar seus conhecimentos em prática e usufruir os benefícios decorrentes. Preparamos pratos deliciosos em casa e os servimos para os hóspedes. Não é necessário que também participemos do banquete? De igual modo, devemos digerir o conhecimento védico que adquirimos e, também, partilhá-lo com os outros.
Todos os tipos de conhecimento originaram-se dos Vedas. É por isso que os Vedas são enaltecidos como sarva vijnana sampatti (a arca do tesouro do conhecimento). Mas, infelizmente, não estamos fazendo uso apropriado desse tesouro. Compartilhem seu conhecimento, na medida em que o tenham adquirido. Nunca se esqueçam do que aprenderam. Com esforços sinceros, certamente serão capazes de atingir o Sakshatkara. Como é que Markandeya atingiu o Sakshatkara? Repetiu o mantra Panchakshari, esquecendo-se dele próprio. Como resultado, o Senhor Easwara apareceu diante dele e mostrou Sua graça. Aqueles entre vocês que desejam a visão de Deus devem digerir a sabedoria védica que adquiriram e compartilhá-la com os outros.


Notas:
(1) Festival dos Dez Dias (Dasara) ou Nove Noites (Navaratri), dedicado às Mães Divinas (Durga, Lakshmi e Sarasvati) para celebrar a vitória do bem sobre o mal.
(2) Lei da ação e reação, causa do ciclo de nascimentos e mortes a que o ser humano está sujeito, até que alcance a libertação.
(3) Deus, o Ser Supremo, o Morador no coração de todas as criaturas.
(4) Alma individual. Talvez possa haver dificuldade em se perceber a diferença entre Atma e jiva. O Atma é a divindade inerente ao homem, o próprio Deus que habita em cada ser e, como tal, livre de ilusões. O jiva é seu reflexo, a alma afetada pelo ego, que vê o corpo como sua parte constitutiva e passa por várias encarnações, assumindo novos envoltórios carnais.
(5) Parvati ou Durga é a consorte de Shiva, ela representa Prakrti, a Natureza, a matéria, sobre a qual o processo de destruição tem lugar.
(6) Adi Sankara (788-820 DC), o primeiro filósofo a consolidar a doutrina Vedanta Advaita, que estabelece a unidade entre a alma e Brahman. É tido como uma encarnação do Deus Shiva.
(7) (1017-1137) – célebre reformador Vaishnava (ou vishnuismo, adoradores de Vishnu como o Ser Supremo), fundador da escola vedântica que ensina a doutrina da Visishnadvaita (não dualismo).
(8) Famoso religioso, professor e estudioso do século XIV, um dos mais proeminentes professores do Dvaita-Vedanta, escola que professa o dualismo, i.e., ensina a existência ou a realidade permanente de dois princípios fundamentais na natureza universal: espírito e matéria ou divindade e universo.
(9) Símbolo primordial da Criação; é um objeto ovoide ou elipsoidal que representa o estágio mais simples e primitivo da criação. É o símbolo da dualidade ou da bipolaridade do Universo Criado. O elipsoide é um sólido que possui dois focos, diferentemente da esfera, que possui apenas um centro. Esses dois focos representam a dualidade citada. O lingam (ou linga) é um objeto sagrado para os adoradores de Shiva, o aspecto transformador de Deus, e é considerado uma das manifestações do próprio Shiva.

Tradução e revisão da Coordenação de Publicações
Conselho Central do Brasil
Fonte: http://www.sathyasai.org

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