Cloud Atlas

[ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS]

O filme “Cloud Atlas” (com o infeliz título em português “A Viagem”, que vamos ignorar nessa postagem) dirigido pelo trio Tom Tykwer (“Corra, Lola, Corra”) e Lana e Andy Wachowski (trilogia “Matrix”) é um exemplo magistral de como a indústria de entretenimento equilibra-se em uma corda bamba entre o impulso metafísico em lidar com antigas simbologias dos antigos mistérios sejam pagãos ou gnósticos (que no final procuram capturar o desejo por liberdade e transcendência dos espectadores) e a necessidade de fazer um produto que se adapte às convenções ideológicas do gênero blockbuster.

Na verdade, o filme é um tapa no côco do cidadão (um tapa no chakra coronário), um toque consciencial para o despertar da massa frente à nova era dessa humanidade… Você quer conhecer a verdade verdadeira (the true true)?

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ANALISANDO CLOUD ATLAS

Cloud Atlas é o mais novo filme dos irmãos Wachowski (os mesmos que fizeram a trilogia “Matrix”) e, ao contrário dos seus últimos filmes, não decepciona. Não é nenhum espetáculo visual com câmeras rodando, ou uma experiência em que você vai sair do cinema vendo códigos da Matrix no ar, mas vai mexer de alguma forma em você. Talvez não no nível mental consciente, mas em alguma parte indefinível da sua alma.

O slogan do pôster promocional de Cloud Atlas (“Tudo Está Conectado”) parece um marketing nova era, mas é na verdade a alma do filme, a chave para melhor apreciá-lo. Não à toa os irmãos Wachowski procuraram o diretor Tom Tykwer pra co-dirigir o filme com eles. O trabalho mais famoso desse cara é “Corra, Lola, Corra”, que trata de ESCOLHAS.

Para embasar meu comentário vou falar brevemente de uma pesquisa recente onde cientistas conseguiram provocar um entrelaçamento de três partículas, que é quando elas passam a compartilhar as mesmas propriedades quânticas (ou seja, quando a propriedade de uma partícula é alterada, a outra reage instantaneamente e tem seu estado quântico alterado também). E essa ligação independe de espaço (distância) ou tempo, pois a informação viaja mais rápido que a luz! A novidade é que conseguiram emparelhar 3 partículas de fóton (luz) a partir de UMA, quando antes só conseguiam emparelhar duas. No futuro espera-se conseguir fazer isso com centenas (milhares?) de partículas, e aí poderemos ter (um dia, quem sabe) dois “computadores quânticos” servidores de internet cujas partículas são “irmãs” e se comunicam sem cabos, wi-fi, ondas, etc (não seria isso a base da comunicação pelo pensamento?). Mas o que isso tem a ver com o filme? Bem, se o ser humano já consegue antever o conceito de “ação fantasmagórica à distância” (frase de Einstein se referindo ao entrelaçamento) como algo utilizável, por que não considerarmos que, na metafísica, tal comunicação também ocorra entre almas? Casos não faltam, como o de mães que sentem o desespero (ou morte) dos filhos, e até mesmo animais que sabem quando o dono vai chegar. E mais ainda: será que nossas almas “emparelhadas” provém de uma “alma mãe”? O filme Cloud Atlas trata de um conjunto de almas ao longo do tempo cuja história e sentimentos parecem entrelaçados, e a forma como isso é contado (os acontecimentos ocorrem simultaneamente em cada época, graças à brilhante montagem do filme) sugere “ondas de desafio”, momentos-chave que vão refletir não só no futuro de cada um (se considerarmos a reencarnação como uma evolução puramente pessoal) mas no passado – sim! – e futuro de outras pessoas que, de alguma forma, estão nessa “rede” (e aí entra o conceito de entrelaçamento, que metafisicamente falando poderia englobar a idéia já exposta aqui no modelo de evolução da consciência e na evolução como espiral).

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O “mapa” das reencarnações em Cloud Atlas (clique para ampliar)

Logo no começo do filme o personagem Timothy Cavendish fala: “Minha vasta experiência como editor permitiu-me desprezar as analepses das leituras e todos os seus truques estranhos. Acredito, caro leitor, que se puder ser um pouco mais paciente, encontrará o metódo desta história de loucura”. É como um conselho dos realizadores pra platéia: se sentir-se confuso (e todo mundo fica nos primeiros 30 minutos) ignore os truques de edição, os vários personagens e concentre-se no “grande quadro”, na história como um todo. E essa é uma história de rebelião, de lutar contra o sistema, como em “V de vingança”. Por exemplo, a questão do escravagismo e do papel da mulher na sociedade é colocada pelo personagem Adam Ewing (o advogado do navio) da seguinte forma: “Se Deus criou o mundo, como saberemos que coisas devem mudar e o que deve permanecer sagrado e inviolável?”

Mas como estamos aqui para destrinchar o filme, vamos analisar cada história e suas nuances:

PACÍFICO SUL, 1849

A primeira história é sobre Adam Ewing, um advogado americano que, em uma viagem de navio, ajuda um escravo clandestino. Mas sem ele saber, está sendo lentamente envenenado por um sinistro médico, interpretado por Tom Hanks, que quer roubar a chave do baú de Adam atrás de coisas de valor. Ele sobrevive graças ao escravo e por fim se torna abolicionista.

Os personagens de Tom Hanks são os casos mais representativos do filme. Em 1849 ele diz “Um tigre não pode mudar suas listras”, e de fato ele permanece com uma personalidade para o mal e à ambição desmedida pela maioria das vidas, ao ponto de se ater à mesma pedrinha azul em duas delas. Essa pedra representa seu demônio (o “Georgie”, interpretado por Hugo Weaving). É interessante rever o filme e notar como o Tom Hanks de 2321 diz do demônio: “E contarei a história da primeira vez que nos conhecemos cara a cara” e corta para o Tom Hanks de 1849 olhando pela primeira vez para o advogado (que, como veremos à frente, usa as tais pedrinhas azuis como botões do colete).

Os personagens de Hugh Grant são uma figura de autoridade (detentor de poder) e de negócios em todas as vidas. Isso acarreta que, por causa desse modelo de vida, ele não evolui espiritualmente em nada. Em 1949 é clérigo e dono de terras, se beneficiando do trabalho escravo. Gerente de hotel de luxo em 36. Dono de usina nuclear em 73. Ricaço dono de asilo em 2012. Dono do restaurante e explorador de clones em 2144. E finalmente líder de um grupo de canibais em 2321.

Se Hugh Grant é a mente e o beneficiário por trás das maldades, os personagens de Hugo Weaving (o agente Smith de Matrix) são a mão que executa o mal. Traficante de escravos em 1849, Nazista em 36, assassino em 73, uma enfermeira sádica em 2012 e um interrogador da “Unanimidade” em 2144. Já em 2321 ele se torna a própria projeção do mal, na mente de Tom Hanks.

ESCÓCIA, 1936

O consagrado músico Vyvyan Ayrs andava meio sem imaginação e acaba se beneficiando (e muito) da ajuda de um talentoso jovem chamado Robert Frobisher que, vitimado pelo drama da sua bissexualidade, é forçado a deixar seu amante, Rufus Sixsmith. Robert quis ajudar Ayrs a compor para estabelecer seu nome na música como parceiro de Ayrs. Só que Ayrs resolve tomar para si todo o crédito da sinfonia de Robert, o sexteto Cloud Atlas (que dá nome ao filme), e aprisiona Robert em sua casa – através de coação e chantagem moral – para que trabalhe pra ele. Ayrs diz “às vezes você derrota o dragão e às vezes é derrotado por ele”. A frase é emblemática quando percebemos que, nesta encarnação ele sucumbe ao “dragão” interior da ganância mas, na sua próxima, ele sofre as consequências.

SAN FRANCISCO, 1973

A história de uma jornalista chamada Luisa Rey que tenta desmascarar os planos que os líderes petrolíferos têm de destruir a credibilidade da energia nuclear, pondo em risco até mesmo a segurança da população.

LONDRES, 2012

A vida de Timothy Cavendish, um velho editor de livros que vê a sua vida complicar-se depois do ser chantageado pelo seu principal cliente e após o seu próprio irmão o trancafiar num lar para idosos na Escócia que mais parece uma prisão. Interessante notar que esse asilo é a mesma casa dele na vida de 1936, como Vyvyan Ayrs. E, como ele chantageou e prendeu em sua casa Robert Frobisher em 36, nessa encarnação ele sofreu chantagem e foi preso, no mesmo lugar. E tudo porque o irmão resolveu se vingar de um chifre que levou de Timothy, que dormiu com sua mulher, que é a reencarnação de… Robert Frobisher.

Mesmo com tudo isso, desta vez Vyvyan Ayrs (como Timothy Cavendish) consegue derrotar o dragão, e aprende a ter humildade e dignidade.

Interessante notar que a personagem de Hale Berry em 73 diz pra seu namorado “Durante a última hora, tudo o que eu pensei foi em atirá-lo do terraço” e em 2012, logo após seu olhar se cruzar com o personagem de Tom Hanks, ele resolve atirar um crítico literário de um terraço. Pensamentos que reverberam no éter pelo tempo, até encontrar um receptor adequado.

NEO SEUL, 2114

Este segmento é o que mais lembra Matrix. Não só pelo visual, como pela ideia. O galã chega pra “fabricada” (clone?) garçonete Sonmi e diz: “Pode continuar aqui e correr o risco de ser descoberta, ou pode vir comigo”. Praticamente a mesma frase de Morpheus pra Neo. Seres que se alimentam do cadáver deles mesmos é outra coisa de Matrix que os irmãos Wachowski repetem aqui, talvez pra nos lembrar que nosso sistema “capitalista” (na verdade “consumista” seria mais correto) de sobrevivência está alicerçado na exploração (e morte) de outros de nós (crianças e adultos de países mais pobres, sem falar dos abismos sociais que cultivamos aqui mesmo no Brasil). De uma forma quase literal nós nos alimentamos da desgraça alheia, e vemos isso durante todo o filme, seja na exploração do escravo negro, dos tralhadores mexicanos, dos clones, chegando à literalidade no canibalismo do futuro pós-apocalíptico.

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Sonmi aprende com o “Neo Coreano” política e filosofia, e cita o escritor russo Alexander Solzhenitsyn: “Vocês detêm poder sobre as pessoas desde que lhes dê algo em troca. Tire tudo o que essa pessoa tem, e ela não mais estará em seu poder”. Fica clara a crítica dos Wachowski contra as ditaduras, sejam elas de direita (filme V de Vingança) ou de esquerda (Solzhenitsyn foi preso e escravizado por fazer críticas a Stalin). No filme é dito que Solzhenitsyn “foi banido da unanimidade”. É uma característica das ditaduras ditar unanimidades, impor suas verdades, e tanto neste filme como em V de Vingança as pessoas são perseguidas apenas por deter conhecimento: “Conhecimento é um espelho, e pela primeira vez na minha vida fui permitida a ver quem eu era e quem eu poderia me tornar” – diz Sonmi. O conhecimento transforma, liberta, e se um governo deliberadamente não investe em educação de qualidade, pode ter certeza de que é pra manter um rebanho dócil e alienado, a fim de estabelecer um controle social.

“Nossas vidas não são propriamente nossas. Do útero ao túmulo, estamos ligados à outros. Passado e presente. E por cada crime, e cada bondade, renasce nosso futuro.” Isso é algo que Chico Xavier poderia ter dito, mas vem de Sonmi, a clone do filme que, por algum motivo não explicado, se torna a líder espiritual de um grupo de revoltosos de Neo Seul, e depois praticamente uma deusa no futuro pós-queda.

HAWAII, 2321

Os mares subiram e engoliram todas as cidades do mundo. Nesta ilha o que restou da civilização humana regrediu a um estado pré-medieval. Boa parte da humanidade fugiu para outros planetas, e restou um pequeno grupo detentor da tecnologia de outrora, os “Prescientes”, que estão tentando restabelecer a comunicação com o pessoal que foi embora, na esperança de serem resgatados antes que a radiação os mate. Esses Prescientes são vistos como semi-deuses pelos primitivos, que baseiam sua religião em torno de Sonmi e seus ensinamentos.

No filme é usada a palavra “queda” para designar o período entre Neo Seul e agora, ou seja, a involução tecnológica do homem. A Queda é um termo usado no gnosticismo, na Bíblia e na Cabala para designar o afastamento do homem de seu real potencial espiritual. Ou, em outras palavras, de Deus. Na Grande Fraternidade Branca diz-se que “Antes da queda do homem, os filhos de Deus estavam nas Escolas de Mistérios, caminhavam lado a lado com os Mestres, arcanjos e anjos. E, lá do alto da montanha, eles ouviram a música dos caídos, perceberam seu charme e glamour, quiseram conhecer e desceram, misturando-se a eles. Quando viram o engano cometido, desejaram voltar, porém encontraram fechados os portões da Escola de Mistérios. Eles haviam criado o ‘carma negativo’ e teriam de purificar-se, consumindo toda a energia mal qualificada e em todas as doze qualidades da mente (raios) de nosso Pai. Para realizar isto, é necessário dar toda uma volta na roda de encarnações até elevar novamente sua consciência aos níveis de Deus.”

Os diretores de Matrix obviamente não ignoram toda essa tradição esotérica, e inserem símbolos para ilustrar isso. Os tecnologicamente avançados e puros (roupa branca), os Prescientes precisam subir uma montanha íngreme (em outras palavras, ascender) para poder comunicar-se com as pessoas de outros planetas (seres do alto) através de um radiotelescópio (em forma de flor de Lótus, que é o formato do chakra do topo da cabeça), mas para chegar lá precisam do conhecimento do terreno, experiência e força do nativo “ignorante” que, por sua vez, precisa vencer seus medos (a montanha pra eles é amaldiçoada) e seu demônio interno (o Georgie). Chegando lá, abre-se e a mensagem é enviada.

O parágrafo acima resume o filme todo, pois cada personagem em cada época passa por um desafio simbolicamente semelhante. O advogado do navio precisa da ajuda de um escravo, o “Neo” puro-sangue de Seul precisa da “fabricada” Sonmi, o arrogante compositor Ayrs precisa da ajuda de um homossexual, a repórter é ajudada por uma mexicana, e assim por diante. A marca de nascimento que aparece em um personagem por período de tempo parece indicar que, naquela encarnação, aquela pessoa irá dar um salto na sua evolução, irá quebrar um paradigma e ir contra a corrente (seja isso corporações, ditaduras ou os próprios medos), tudo isso influenciada (direta ou indiretamente) pela pessoa com a marca que veio antes.

A jornada da alma se consistiria em uma alternância entre a liberdade momentânea da matéria pela morte e a posterior reencarnação e o retorno à prisão da matéria, criando um círculo de necessidade. A mensagem da lenda de Orfeu clamaria pela possibilidade de libertação dessa espécie de eterno-retorno através de uma autopurificação para que possamos retornar aos deuses (a Dionísio, em particular), transformando esse círculo em uma espiral ascendente.

Esse misticismo órfico da Grécia do século VI A.C. vai inspirar Platão e o Gnosticismo do início da era cristã que via a reencarnação como uma forma de prisão em um cosmos essencialmente dominado pelo Mal.

Em outras palavras: enquanto na tradição mística derivada dos mistérios egípcios, hindus, órficos e gnósticos o Mal está no próprio cosmos que nos aprisiona no círculo vida/morte das sucessivas encarnações (tema abordado na narrativa, levando o espectador a até achar que esse é o seu tema principal), na verdade “Cloud Atlas” privilegia o paradigma do telos – todos os eventos seriam parte de um plano ou de uma sinfonia.

As leis e os sistemas políticos e sociais tomados em si mesmos seriam neutros, mas é a ausência de virtude ou as opções erradas dos agentes morais que seriam a verdadeira fonte da violência e opressão.

A narrativa não-linear das seis estórias e a forma como sincronicamente as sequências se entrelaçam (uma pergunta é colocada em 1850 e a mesma pergunta é colocada no Hawai pós-apocalíptico; alguém entra por uma porta no set e a seguir outra personagem entra na mesma divisão mas centenas de anos mais tarde ou mais cedo; o escravo se equilibra sobre o mastro do navio em 1850 com uma arma apontada para ele enquanto na Coreia de 2144 o clone Somni em fuga se equilibra no alto de um prédio sob a mira das armas dos policiais) sugere um universo perfeitamente concatenado cujo propósito é ignorado pelo homem graças ao seu egoísmo, supertição e mesquinhez, fontes do fatalista provérbio repetido pelos algozes no filme: “os fracos são carne e os fortes é que a comem”.

Definitivamente os irmãos Wachowski se afastaram do núcleo da mitologia gnóstica da “Trilogia Matrix”: o Universo é Mal e o homem é seu prisioneiro através das armadilhas da ignorância e ilusão. Bem diferente, em “Cloud Atlas” tudo é “humano, demasiado humano” – o Universo é uma perfeita sinfonia cujo propósito escapa à ignorância e às opções moralmente má dos humanos.

E pra finalizar, um ponto não menos importante no filme, é sobre a atuação do mal percebido ou visto no sentido maior ou macro das histórias. Antes da personagem se tornar o herói ou heroína, ocorre um evento terrível na vida deste. Um grande risco de morte caminha lado a lado com as ações deles, eles não têm mais nada a perder, pois eles já perderam praticamente tudo em suas vidas, e diante da morte iminente, eles são renovados com grande coragem de reagir contra o opressor tanto interno como externamente. Em todas as histórias nós percebemos isso, o que nos faz refletir que o indivíduo só reage e sai da sua inércia quando em grande crise. Quando uma pessoa já não suporta mais a opressão, os limites, o autoritarismo, o controle, ela é impelida por um novo impulso de renovação a se transformar e romper barreiras internas e externas e se conectar a uma força maior. Sem dúvida esse é o simbolismo de uma travessia, ou de uma transformação muito profunda. Me parece ser esta umas das causas que move os seres em direção ao cumprimento de um destino maior e impessoal.

“Ser é ser percebido. E assim, conhecer a si mesmo só é possível através dos olhos do outro. A natureza de nossa vida imortal depende das consequências de nossas palavras e atos, e isso vai nos empurrando por toda parte o tempo todo.”
(Sonmi)

Quando eu, RK assisti esse filme no cinema, entrei em outra dimensão e percebi coisas por trás das telas e câmeras, uma operação-despertar ajudada e facilitada pelos irmãos espaciais. Quem reparar próximo ao final do filme, quando a presciente e o personagem de Tom Hanks enviam o sinal para o espaço pedindo ajuda cósmica, mais adiante eles dizem “eles não nos esqueceram, mas voltarão no momento certo”, algo assim é dito de forma rápida, porém evidente ficou pra mim que todos esses papéis e personagens que vivemos nessa dimensão estão sendo observados do alto. Aqueles que conseguirem se libertar de seus dramas pessoais, gozarão de sua própria liberdade em outros planos. Essa sinfonia tocou fundo dentro de mim por bastante tempo, e há que se fazer uma análise ainda mais profunda sobre isso. Está muito além da proposta de ser um blockbuster. Os Wachowski foram devidamente inspirados pelo Alto… Assim como outros grandes autores-diretores já foram como Spielberg, Lucas, Cameron…

Que A Força Esteja Com Você!

Quem não assistiu ainda, recomendo a diversão e reflexão.

Paz e Amor em Reintegração!

Rodrigo Kladwan

Referências

Saindo da Matrix
Your Guide to the Characters and Connections of Cloud Atlas
Tudo é humano, demasiado humano em Cloud Atlas
Fluxo energético
O DNA e as emoções

9 comentários sobre “Cloud Atlas

  1. Pingback: Preocupações estranhas VS Ascensão | O Caminho do Evolucionário

  2. Rodrigo pela sua analise percebe-se o sentido profundo da vida…Obrigado amigo por partilhar. Quero ver este filme. Abraços de Luz

  3. Prezado Rodrigo

    Já vi este filme umas 5 vezes, e falta ver mais umas 5. rsrsrsr Pois gostei muito Abraço e até amanhã Namasté

    Jeferson Luiz De Zorzi

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