Mundos Intraterrenos, Extrafísicos e o Verdadeiro Governo da Terra

Shambala

Deserto de Gobi, Mongólia – paisagem fantástica que abriga o segredo da Cidade dos Filhos de Deus, o lugar que nenhum ser humano comum pode alcançar, uma lenda de maldição que engole os viajantes e enlouquece os curiosos. Shambala, a cidade invisível das areias de Gobi, guardada pelos gênios djins criadores de miragens perfeitas.

Shamballa

Por milhares de anos, rumores e relatos circulam no mundo sobre um lugar, além dos picos gelados do Tibet, além dos vales da Eurásia, onde fica um paraíso inacessível à maioria do homens, lugar onde reinam a sabedoria e a paz, uma cidade chamada Shambala.
Shambala, que em sânscrito significa "lugar de paz", é uma localidade mítica, habitada por uma comunidade de seres perfeitos e semi-perfeitos que em silêncio e segredo são os guias da evolução da humanidade.

Segundo a ‘lenda’, somente os puros de coração podem viver em Shambala. Ali desfrutam de completo bem estar e felicidade em uma existência sem sofrimento, sem angústia de desejos, sem doença ou velhice. Não há injustiças; as pessoas são belas e possuem faculdades metafísicas, extra-sensoriais. São altamente avançados sob todos os aspectos, do espiritual ao tecnológico, do artístico ao científico.

A localização exata de Shambala é um mistério. Numerosos exploradores e adeptos de diferentes tradições espirituais tentaram encontrar a "cidade invisível" sem sucesso. Apesar de tudo, parece certo que Shambala fica na Eurásia. Teósofos vão mais além e apontam o deserto de Gobi como o lugar que abriga a "morada dos deuses" (ou dos mestres ascensos). Entretanto, esta Shambala, que ninguém pode ver ainda que percorra todos os quadrantes do deserto, situa-se além da realidade física percebida pelo homem; Shambala é uma ponte, portal entre o mundo dos homens e um outro mundo, um mundo além da percepção ordinária. Muitos dos Lamas do Tibet dedicaram – e dedicam – suas vidas a obter um desenvolvimento espiritual que possa conduzi-los a uma "viagem até Shambala".

As Profecias de Shambala

A profecia fala da gradual degradação da raça humana, com a expansão da ideologia do materialismo cada vez mais generalizada em todo os lugares do mundo.  Quando os "bárbaros materialistas" estiverem reunidos sob um governo maligno, quando não houver mais nada a conquistar as névoas dos Himalaias se dispersarão e revelarão Shambala, como uma jóia incrustada nas montanhas. Os bárbaros atacarão Shambala fortemente armados mas o 32º rei de Shambala, Rudra Cakrin (ou Kalki), conduzirá a reação contra os invasores que, então, serão destruídos.

Outra profecia parece se referir aos tempos atuais antecipando especificamente a desintegração do budismo no Tibet e o crescimento do materialismo no mundo. No que se refere ao Tibet, o país está praticamente anexado à China. O governo chinês, pouco afeito às tradições religiosas entende de controlar os mosteiros e interferir na tradição protocolar e hierárquica dos Lamas e monges. O exílio do Dalai Lama e do "Rinpoche" tibetano, Chögyan Trungpa – em 1959 – parecem marcar o começo de tempos difíceis para a civilização.

Pesquisa Acadêmica e Maldição

Em maio de 2003, o jornal russo Pravda noticiou a publicação de uma dissertação sobre Shambala, elaborada pelo pesquisador de ciência histórica, Andrey Sterlkov, do laboratório de filosofia do Bashkir Institute. É um dos raros trabalhos acadêmicos sobre o tema. Sterlkov refere-se a Shambala como um país legendário mencionado em ensinamentos antigos da sabedoria oriental, especialmente o Kalachakra Tantra. Ali habitam seres superiores em relação aos homens comuns, superiores em saberes e em faculdades metafísicas, possuidores de poderes extra sensoriais.

Os supostos poderes dos mestres de Shambala fascinaram e atraíram muita gente. Esotéricos, curiosos e estadistas perigosos como Hitler e Stalin. O governo nazista enviou mais de uma expedição ao Tibet e outras regiões da cordilheira Himalaia. Os nazis acreditavam que os arianos puros, "raça superior",  eram descendentes diretos desses sábios transcendentais.

A lenda de Shambala tornou-se popular no Ocidente mas a verdade sobre esse lugar fantástico somente é conhecida pelos Lamas mais graduados, os únicos capazes de ler e entender as escrituras que contêm informações originais sobre esse assunto. as tentativas de descobrir o segredo de Shambala foram inúteis ou desgraçadamente infelizes: a maioria dos investigadores ocidentais que perseguiram o sonho de encontrar Shambala, morreram de forma trágica ou desapareceram sem deixar rastro.

São casos como o do orientalista alemão Albert Grunwedel, que viveu no começo do século XX e enlouqueceu enquanto trabalhava na tradução de textos sobre Shambala; atirou-se pela janela e morreu em um momento de insanidade.

Sterlkov acredita que a investigação sobre Shambala precisa de mais do que uma benção dos Lamas. Um pesquisador somente pode descobrir a verdade por trás da lenda quando entender que é necessário conhecer profundamente um ensinamento budista chamado Kalachakra Tantra. O texto místico deste ensinamento descreve o mítico país em detalhes. O próprio Sterlkov é um praticante Kalachakra: "Qualquer um que estude o Kalachakra chegará, inevitavelmente, a Shambala. Shambala é um espécie de pós-graduação para os estudantes avançados desse Tantra".

kalachakra

Mandala representativa do Ensinamento Kalachakra – É dedicada à paz e ao equilíbrio interior e exterior. Ao observá-la, pode-se sentir a paz em muitos níveis. Segundo o Dalai Lama, as divindades da mandala criam uma atmosfera favorável, reduzindo a tensão e a violência. "É um modo de plantar uma semente, e esta semente terá seu efeito kármico. Não é necessário estar presente à cerimônia de Kalachakra para receber seus benefícios."

Kalachakra (tib. dus kyi ‘khor lo/ Dükyikhorlo), ou Roda do Tempo em sânscrito, é o nome de uma das principais divindades do budismo Vajrayana tibetano. De acordo a tradição, os ensinamentos de Kalachakra foram transmitidos pelo Buddha Shakyamuni no século VI a.C., a pedido de Suchandra, o rei da terra pura de Shambhala. Esses ensinamentos, compilados em um texto chamado Kalachakra Tantra, teriam sido transmitidos de geração a geração, de mestre a discípulo.

Os ensinamentos registrados no Kalachakra Tantra são interpretados em três níveis — externo, interno e alternativo. O Kalachakra externo se refere ao mundo físico, aos elementos do universo e às leis do tempo e do espaço, lidando com a astronomia, astrologia e matemática. O Kalachakra interno corresponde aos elementos do corpo, aos agregados psicofísicos, às cap
acidades físicas e psíquicas, lidando com a fisiologia tântrica e com o sistema de energia do corpo humano. O Kalachakra alternativo lida com a base, o caminho e o resultado das yogas, ou meditações, que conduzem ao estado iluminado da divindade Kalachakra e de sua mandala. Deste modo, a prática do Kalachakra alternativo purifica os Kalachakras externo e interno.

Todos elementos dessa mandala — o diagrama simbólico de um palácio divino, a própria roda do tempo — representam algum aspecto da divindade Kalachakra e de sua terra pura. Há 722 divindades na mandala, simbolizando os várias aspectos da consciência e da realidade que constituem a sabedoria de Kalachakra.

A Grande Loja Branca & a Dimensão dos Jinas

Também chamada de Fraternidade Branca Universal, a "Grande Loja" reúne seres de consciência elevada, pertencentes a diferentes graus hierárquicos, que habitam uma dimensão ontológica que não coincide, em termos espaço-temporais, com a realidade terrena: o "mundo dos Jinas" ou "estado (de ser-estar) em  Jinas" – um não-lugar, situado em uma lacuna de tempo onde "existe" a cidade de Shambala. Ali os grandes Mestres da humanidade vivem em corpos imortais por milhares de anos. Os habitantes de Jinas podem manifestar a si mesmos (projetar) em todas as dimensões do Universo (ubiqüidade) e têm poder sobre toda a Criação orientados por infinita sabedoria, amor, senso de justiça, misericórdia e onisciência sobre todas as coisas.

As informações sobre Shambala em línguas ocidentais são escassas e confusas. Sempre tratada como mito, essa localidade ora é descrita como um espaço geográfico físico embora oculto em lugar remoto; ou então  é admitida como um não-lugar terreno, uma "cidade invisível" pertencente a outra dimensão. Em qualquer caso, chegar a Shambala não depende de mapas ou meios de transporte convencionais. Os relatos que existem sobre Shambala, segundo os próprios autores, são o resultado de "deslocamentos" físicos extraordinários.

Muitos esotéricos – no oriente e no ocidente, afirmam que conhecem Shambala. Alguns dizem que foram à cidade dos Deuses em corpo astral, somente em espírito ou ainda, conhecem Shambala através de visão remota. Outros relatam todo um ritual de Iniciação nas ciências ocultas, estudos que demandam anos, como o conhecimento Kalachakra, até que o discípulo esteja apto a passar pelas provas de elevação espiritual que o levarão ao Templo dos Mestres – em Shambala.

A teósofa Helena Petrovna Blavatsky, em Isis sem Véu e A Doutrina Secreta, fala de Shambala com reservas, pulverizando as informações em trechos esparsos das duas obras. Em Antropogênese (volume III da Doutrina Secreta) Blavatsky indica a localização e revela um pouco dos mistérios desta cidade ou reino de fábula:

Diz a tradição que… Onde hoje só existem lagos salgados e desertos estéreis e desolados, existia um imenso mar interior que se estendia sobre a Ásia Central, ao norte da cadeia dos Himalaias… No centro desse mar, uma ilha que, por sua beleza incomparável, não tinha rival no mundo e era habitada pelos últimos remanescentes da Raça que precedeu a nossa [NOSSA RAÇA FÍSICA DENSA – pré-lemurianos heterosexuais]… Eram "Filhos da Vontade e do Ioga"… Essa raça podia viver com igual facilidade na água, no ar e no fogo porque tinha domínio ilimitado sobre os elementos. Eram os "Filhos de Deus"… os verdadeiros Elohim… [BLAVATSKY, 2001]

A ilha existe ainda hoje [fim do século XIX]… Como um oásis rodeado pela terrível solidão do grande deserto de Gobi… Não havia nenhuma comunicação por mar com a formosa ilha, mas passagens subterrâneas, somente conhecidas pelos chefes, iam ter em todas as direções.

Os Mestres da Vida residem nas montanhas nevadas dos Himalaias… Filhos da Sabedoria, Irmãos do Sol nos anais chineses [BLAVATSKY, 2000]

戈壁(沙漠 DESERTO DE GOBI – Com 1 milhão 295 mil km² de área, situa-se entre a Mongólia e a China. Na Mongólia, capital Ulaanbaatar –  os montes Altai se situam no oeste, sendo o Tavan Bogd Uul, com 4.373m, o ponto mais elevado do país, e o Deserto de Gobi, arenoso cobrindo uma ampla extensão do sul ao leste. Gobi é um dos lugares da Terra entre os mais cotados para abrigar o segredo de Shambala. Outro ponto muito visado é a cordilheira dos picos dos Himalaias, com suas neves eternas, vales e subterrâneos desconhecidos.

Montanhas Altai , Asia Central, na convergência entre Rússia, China, Mongólia e Cazaquistão. Com uma forte tradição de magia xamânica, essa cadeia de montanhas também pode ser uma possível localização para Shambala ou, ainda, para uma de suas "saídas" para o "mundo exterior".

O site esotérico NAVE LUZ, em texto sobre Shambala, também localiza "o reino" na "esfera sutil" do deserto de Gobi e qualifica o local como "sede da hierarquia espiritual da Terra. O maior e mais suntuoso centro de Luz do Planeta.  Foi erigido em uma ilha situada no mar cujas águas, outrora, cobriam o atual deserto – uma ilha no "mar de Gobi".

A geografia especial dessa "esfera sutil" pressupõe o entendimento de COEXISTÊNCIA de mundos, simultaneidade ontológica (DE SER) sem coincidência geofísica mas, antes, coincidência metafísica. Shambala está situada na "esfera ONTOLÓGICA" terrena e AO MESMO TEMPO este SER-ESTAR não é manifestado e/ou perceptível na REALIDADE OBJETIVA FÍSICA, MATERIAL DENSA (em oposição ao sutil da terminologia esotérica). A ESFERA SUTIL que abriga shambala, situa-se geometrica-geológica-analogicamente no deserto de Gobi porém na CONDIÇÃO DE ESTAR no que a ficção científica contemporânea denomina de OUTRA DIMENSÃO. Shambala, é complicada mesmo!

Perceber Shambala e estar lá implica um ESTADO DE CONSCIÊNCIA PROPÍCIO – "estado jinas". Trata-se de sintonizar a autopercepção com a FREQÜÊNCIA ONTOLÓGICA onde Shambala existe – e existe por que pode ser percebida neste e  somente neste especial estado de consciência. Alguns chamam-no transe; outros sonambulismo, letargia estática, viagem astral; e ainda, sonho ou delírio mas nunca alguém que "esteve em Shambala" lá esteve em estado de vigília ordinária (comum).

gobi desert map

O aventureiro que se lança à busca de Shambala em uma expedição comum ao deserto de Gobi certamente nada vai encontrar. Possivelmente, sequer seria preciso se abalar de sua cadeira para estar em Shambala nas coordenadas geográficas físicas-densas-terrenas correspondente à região que assinalamos no mapa como deserto de Gobi. Todas as tradições afirmam que Shambala e seus habitantes existem na "dimensão dos jinas" e que a cidade-reino é rigorosamente guardada por djins – gênios elementais. Estes guardiões cuidam para nem mesmo uma alteração de consciência casual sofrida por um viajante exausto possa revelar, inadvertidamente, a visão da magnífica cidadela como algo verdadeiro; será sempre nada mais que uma miragem desvanescendo-se em fração de segundo…

Shambala não existe no mundo físico… Conhecido no Tibet como o "Reino Oculto&
quot;, é uma comunidade de seres perfeitos que estão guiando a evolução do ser humano… Os textos religiosos tibetanos descrevem a natureza física com detalhes, com sua estrutura semelhante ao lótus de oito pétalas, ali, oito regiões aparecem cercadas de montanhas. A capital é Kalapa. Os palácios são ornamentados com ouro, diamantes, corais e outras gemas preciosas. Cercado de picos recobertos de gelo, o conjunto, montanhas e palácios, são como uma jóia arquitetônica refletindo uma luz cristalina.

Uma tecnologia inusitada e avançada é usada em Shambala; um palácio possui clarabóias que são lentes e funcionam como "telescópios" de alta potência. Servem para estudar a vida extraterrestre. Há milênios os habitantes de Shambala usam veículos, naves – que circulam nos subterrâneos da terra através de um sistema de túneis. Os Shambaleans possuem, normalmente, faculdades metafísicas, não orgânicas, como a clarividência, a habilidade de mover-se a grandes velocidades, de materializar-se e desmaterializar-se, desaparecer…

Estranhos sinais e acontecimentos são registrados na região que os tibetanos reconhecem como localização de Shambala. Contam as lendas que o lugar é guardado por seres com poderes sobre-humanos. No início do século XX (anos de 1900), um artigo no periódico hindu The Statesman relata a aventura de um militar britânico que, acampando no Himalaia viu um homem muito alto, usando vestes claras e cabelos longos. Ao perceber que estava sendo observado, o estranho desapareceu! Os tibetanos não ficam surpresos com histórias assim e dizem que estes seres são aqueles que protegem a "Terra Sagrada".

O escritor Andrew Thomas, que viveu na China e na Índia, em seu livro Shambala, informa que antes de H.P. Blavatsky ter escrito Isis sem Véu e A Doutrina Secreta, menções a esse misterioso reino já tinham sido feitas por dois padres missionários católicos: Ètienne Cacella e Jean Cabral, há 350 anos [o texto é da primeira década de 2000]. Thomas foi discípulo de um outro investigador da "Ilha Branca", Nikola Roerich. Este pintor russo escreveu que: "No meio de colossais montanhas perenemente nevadas, sua expedição encontrara vales luxuriantes, fontes de água quente e, no mais, só rochas sempre cobertas de neve" e ainda – "Nos contrafortes dos Himalaias existem muitas grutas, e diz-se que vão até grandes distâncias, sob o Kinchinjunga. Houve mesmo quem visse a “porta de pedra” mítica, que nunca foi aberta porque ainda não chegou o tempo. Estas profundas passagens conduzem a Shambhala – o vale maravilhoso". [N. ROERICH – Himalayas’ Abode of Light – 1947 In JORNAL INFINITO, 2007]

O cientista Jacques Bergier, um dos precursores do realismo Fantástico contemporâneo, acreditava que Shambala localizava-se em uma das "dobras da terra" ou seja, uma dimensão desconhecida da física clássica.

O irmão mais velho do Dalai Lama atual (2007), Jigme Norbu, no livro Tibet, atesta a existência de Shambala, seus habitantes, sua tecnologia espantosa, as bibliotecas contendo todo o saber do universo, o papel dos dirigentes no destino da humanidade; um tesouro em todos os sentidos oculto em abrigos subterrâneos, em fortalezas de pedra, cavernas, não somente na cordilheira do Himalaia mas também nos Andes. [JORNAL INFINITO, 2007]

Shambala & Agharta ― Magos Negros & Magos Brancos

Uma visão bastante detalhada da TERRA OCA: O grande Reino de Agartha – Land of Advanced Races… Shambala (Shamballah) a Leste e o sistema de túneis conectando os fantásticos subterrâneos a vários pontos-portais na superfície da Terra, como a Grande Pirâmide (Egito), três vias no Brasil,  uma nos Estados Unidos. Na ilustração vêem-se mares interiores e um "sol central". Na representação também aparecem naves espaciais e uma base de onde partem os discos para outras galáxias. Duas entradas principais seriam localizadas nos pólos Ártico e Antártico.

A maior parte das referências sobre Shambala descrevem uma morada de "Reis Divinos", seres superiores espiritualmente e, por conseguinte, necessariamente bons, seres que trabalham pelo BEM da humanidade. Outro elemento recorrente do mito "Shambala" é sua associação com outro reino, Agartha. Quando Shambala aparece associada a Agartha (ou Agharti), seu caráter se inverte e de centro de luz, passa a ser descrita como território de Trevas, onde se reúnem os Magos Negros.

Em 1925, Agarthi e Shambala são citadas no livro Homens, Deuses e Animais, do russo Ossendovski. Ali, uma lenda tibetana dizia que há 3 ou 4 mil [os teósofos diriam que os fatos são mais antigos] anos atrás existia no Deserto de Gobi uma civilização avançada. Uma catástrofe que, suspeita-se, pode ter sido uma explosão atômica, transformou a região, que era fértil e um dia foi mar, no deserto que se vê nestes séculos [XIX, XX e XXI]. Sobreviventes da tragédia refugiaram-se, parte no extremo norte da Europa, parte no Cáucaso.

Representativamente, naves espaciais e bases de pouso e decolagem sugerem claramente que muitos dos "fenômenos OVNI" poderiam ter origem na Terra mesmo; não seriam naves ou visitantes extraterrestres; mas poderiam ser alienígenas intraterrestres. Não é uma hipótese impossível nem desprezível – ainda que a Terra não seja "oca", pois o subsolo do planeta pode, de fato, abrigar mistérios dessa natureza.

O REINO DE AGHARTI se encontra nas cavernas subterrâneas da Terra. A Terra é oca. Toda uma rede de cavernas constitui o Agharti. No Agharti vive o Patriarca Rei da Terra, com um grupo de sobreviventes da Atlântida.

Shambala & Jesus

Apesar das contradições em torno da mitológica Shambala, é certo que ali habitam seres superiores no sentido de serem dotados de faculdades extraordinárias que não se manifestam no homem comum contemporâneo. Esses  seres são sempre mencionados como mestres e entre os mestres "do bem" que, supostamente vivem em Shambala, destacam-se Buda e Jesus, ainda que não seja de todo impossível serem ambos o mesmo Espírito. O Livro de Ouro da Igreja Gnóstica expõe essa crença sem rodeios e também se refere ao estado de Jinas:

Shambala é um país secreto do Tibet Oriental. Ali vive atualmente Jesus, o Cristo com seu mesmo corpo ressuscitado há mais de 2 mil anos. Ali, no Shambala, tem seu Templo de Mistérios. O Shambala se encontra em estado de Jinas e é um gigantesco país. Ali existem os principais Monastérios e Templos da Igreja Gnóstica. Lá vivem muitos Mestres da Igreja Gnóstica, cujos corpos datam de idades antiqüíssimas, e estão em estado de Jinas. Quando Jesus caminhou sobre as águas, levava o corpo em estado de Jinas. Quando Jesus fez o milagre da multiplicação dos peixes e pães estava em estado de Jinas. Shambala é um país onde jamais chegaram os profanos, pois está muito oculto.  Ele é o SALVADOR DO MUNDO, realmente o único que pode salvar−nos; Jesus Cristo trouxe a doutrina da Gnose do Universo. Jesus Cristo é um PARAMARTASATYA que renunciou ao ABSOLUTO para vir a este vale de lágrimas.

Os Habitantes de Shambala

O reino invisível de Shambala é habitado por seres muito antigos, e outros provenientes de outras esferas de consciência (como Sanat Kumara) pertencentes aos remotos tempos da 3ª Raça Raiz (Humana), na LEMÚRIA. No final da 3ª Raça Raiz surgiu a diferenciação pelo sexo, e as primeiras formas humanas caracterizadas por possuírem os dois sexos no mesmo corpo. Em seu começo, a 3ª Raça Raiz o ser humano era andrógino e assexuado (O Adão biblico), tornaram-se  com o tempo em hermafroditas e, no fin
al de seu ciclo dividiram-se em dois gêneros heterossexuais, macho e fêmea, nesse momento dando início à 4ª Raça Raiz já em ATLÂNTIDA (na Bíblia, é quando Eva é criada da costela de Adão). Contudo, essa evolução não foi homogênea: enquanto a maioria dos Lemurianos, aos poucos torva-se sexuada, uma parcela se manteve virgem (assexuada); recusaram a função reprodutiva e tornaram-se "Deuses", uma Dinastia Divina.

A introdução do sexo na ontologia humana provocou acentuadas mudanças de comportamento na Raça: o desejo, que servia como força propulsora da "conservação da espécie", também engendrou desequilíbrios emocionais e, deste modo, o "pecado" surgiu no mundo nas diferentes formas de violência. Os primeiros sexuados, dotados de desejo e carentes de inteligência, procriaram com animais dando origem às sub-raças ferozes que não tardaram a se destruir mutuamente.

Enquanto isso, vetores (Um modo como o Criador cria) da geologia, do clima e do Cosmos trabalhavam provocando convulsões climáticas e estruturais no planeta. Uma era Glacial começava; a humanidade física agora tinha de proteger-se dos humores da Terra. Foi então que, em socorro da Raça manifestaram-se os Nirmanakayas, Serpentes Sábias, Dragões de Luz e os precursores dos Iluminados (Buddhas) – reis divinos que ensinaram as artes e ciências para a humanidade.

Estes Iluminados viveram entre os homens até meados do período de existência da Quarta Raça, a Raça Atlante, a que foi dizimada pelo evento conhecido por todas as culturas antigas como a grande inundação, o Dilúvio bíblico, há treze mil anos atrás. Quando a iniqüidade, os maus instintos, a maldade, enfim, começou a tomar conta de todos os povos do mundo, a civilização Atlante, decadente, viu seus Reis divinos se retirarem para a remota Ilha ou reino de Shambala – para uns, e Agarthi, para outros – de onde presidiram o fim da Quarta Raça, escapando do cataclisma e viram o alvorecer da atual Quinta Raça (civilização? européia) – da qual, agora, testemunham a degenerescência e que está chegando ao final de seu ciclo. ◙

FONTES:

BLAVATSKY, H.P.. Os "filhos de Deus" e a Ilha Sagrada. In A doutrina Secreta v. III
Antropogênese [Trad. Raymundo Mendes Sobral] – p 237 – São Paulo: Pensamento, 2001
Cosmogênese. In A Doutrina Secreta vol.I – São Paulo: Pensamento, 2000

LIVRO DE OURO DA IGREJA GNÓSTICA, O. Shambala
In Gnosis Online acessado em 21/02/2007

MAFFIA, Ricardo. O mestre Kuthumi e os anjos [palestra]
05/04/2002 In ricardomaffia.com.br acessado em 21/02/2007

Mistery of Shambhala por JASON JEFFREY
In NEW DAWN MAGAZINE – publicado em fev/2002 acessado em 17/02/2007

Shambala IN JORNAL INFINITO acessado em 21/02/2007

Dharmanet Budismo in http://www.dharmanet.com.br

NICHOLAS ROERICH
In Instituto de Pesquisas Prociológicas e Bioenergéticas – IPPB
acessado em 21/02/2007

The Mistery of Shambala
In PRAVDA ENGLISH – publicado em 29/05/2003
acessado em 18/02/2007 IN WWW.TIBET.CA

The White Lodge
In DIVINA CIÊNCIA – acessado em 18/02/2007

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