Darma: A ação sadia em nome da Luz

Darma: A ação sadia em nome da Luz
:: Wagner Borges ::

Só Brahman conhece o coração de cada Ser…
E o quinhão de luz correspondente a cada um.
Darma é ação sadia e baseia-se na Luz.
É a realização do melhor do Ser, sempre ancorado na Consciência Cósmica.
O Supremo sabe de todas as formas condensadas nos planos fenomênicos, mas é na essência espiritual que Ele lê as coisas que estão no coração da humanidade.
E assim, também, o estudante espiritual observa o jogo ilusório das formas e procura descobrir a essência imperecível que anima as ações dos homens.
Ah, quem está lúcido vê o véu de maya sobre as coisas, mas também vê além…
Vê a Luz que não tem idade ou aparência brilhando bem no centro dos corações.
E sabe que ali está a verdade de cada um.
Aquele que é consciente do próprio espírito sabe que as aparências enganam muito e que o real só é percebido quando se sente o coração de alguém.
E sabe que, dentro do Coração do Eterno, não há nada para esconder.
Por vezes, os homens sobrepõem camadas e mais camadas de emoções escuras sobre os seus próprios centros vitais. E o resultado disso aparece como faixas trevosas bloqueando e apertando o centro cardíaco. Então, surge a dor que vem de dentro, filha direta da asfixia e do embotamento do próprio espírito.
A cura está na Luz, sempre n’Ela! E quem está lúcido sabe que Ela é a Sua Grande Fiadora. Porque, diante da Luz, não há o que esconder.
E só Brahman sabe o quinhão de luz de cada ser… E cabe a cada um a responsabilidade de dar o seu melhor…
Darma é ação sadia. Portanto, que cada um faça o seu! E que a Luz seja a Fiadora dessa jornada.
O quinhão de luz é com Brahman. Aos homens, cabe a ação sadia. E com a Luz, a sua proteção.

P.S.:
Quem é da Luz, busca a Luz.
Nem mais nem menos.
E quem quer mais Luz,
Que seja Luz.

(Dedicado ao mestre Sanat Khum Maat e ao grupo de amparadores extrafísicos dos "Iniciados".)

Paz e Luz.

– Wagner Borges – aprendiz do Todo.
São Paulo, 13 de abril de 2010.

Obs.: Enquanto eu passava a limpo essas linhas, lembrei-me de um texto bem legal e simples, mas de grande profundidade prática. Segue-se o mesmo logo abaixo.

AUTOBIOGRAFIA EM CINCO CAPÍTULOS

1. Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio…
Estou perdido… Sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.

3. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio… É um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.

4. Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.

5. Ando por outra rua.

(Texto extraído de "O Livro Tibetano do Viver e do Morrer" – Sogyal Rinpoche – Editora Talento/Palas Athena).

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