Meditação para parar a mente e entrar em sintonia com a mente natural


MEDITAÇÃO PARA PARAR
A MENTE E ENTRAR EM SINTONIA COM A MENTE NATURAL

Nos dias 19, 20 e 21 da Lua Solar do Jaguar, do Ano Tormenta
Cristal Azul, o Dr. José Argüelles, hoje conhecido como Valum Votan, o
Encerrador do Ciclo, deu um importante Workshop em Ashland, nos Estados Unidos,
sob o título 2012: A Caminhada Espiritual. A Chegada da Civilização Cósmica e
da Nova Mente. Entenderão melhor o texto a seguir, os estudiosos do Calendário da Paz.

Ele esclareceu na ocasião que:

“O mundo entrou em uma grave crise espiritual. A Guerra do
Terror. Aquecimento Global. Descontentamento social. Os sinais estão em toda
parte. É muito tarde para se estabelecer alguma coisa. Ilusões se desfazem.
Mas, se não houver desilusão da massa, não pode haver um despertar genuíno da
massa. E essa é a única solução para a Crise Global.

Faltam sete anos na contagem regressiva até 2012. Nos
próximos quatro anos a ordem antiga estará no caminho do esquecimento. A
regeneração da Terra por intermédio do aquecimento global estará em marcha
acelerada. Haverá uma colheita de almas. O caminho será preparado para o
advento da Civilização Cósmica. O significado real dos tempos é que estamos
agora numa jornada espiritual. Parafraseando a profecia do mensageiro Hopi,
Thomas Banyaca, “Na Estrada para 2012 somente sobreviverá o povo que é
espiritualmente forte”. Além de 2012 e da Purificação da Alma do Mundo está a
Aurora do Novo tempo, a chegada da Civilização Cósmica na Terra.

Se você for um dos escolhidos para a preparação do advento
da Civilização Cósmica, você deverá começar agora a recuperar o seu ser
autêntico e adquirir uma Nova Mente, a mente da noosfera. Quando aprofundarmos
a nossa compreensão espiritual encarando honestamente a nós mesmos e aos nossos
tempos, poderemos mudar completamente o nosso estilo de vida, e estar prontos
para a chegada da Civilização Cósmica”.

Durante o seminário, ele ensinou aos participantes uma
modalidade diferente de meditação, que tem por objetivo parar a mente do ser
humano. Posteriormente, no Boletim do Projeto Rinri III, Edição Mistério da
Pedra, Volume 1, Nº 3, ele publicou um texto com um resumo daquele Workshop e
as instruções específicas para a prática da referida meditação.

Vejamos, então, a parte introdutória ao tema da meditação e
em seguida o texto específico para a prática recomendada. O texto completo, do
boletim referido, encontra-se ao final deste arquivo.

… II. O que é a
Mente Natural?

Embora muitas pessoas pratiquem ou estão familiarizadas com
algum tipo de meditação, freqüentemente um tipo de visualização dirigida,
poucas pessoas, estão realmente familiarizadas com a prática de meditação cujo
propósito exclusivo é o de apresentá-lo a mente natural. Sem conhecer a mente
natural – a natureza universal da sua mente ou de qualquer outra pessoa – as
outras formas de meditação podem nada ser além de um tipo de escapismo.
Especialmente para aqueles de nós que aderiram às virtudes e valores de voltar
ao tempo natural é absolutamente necessário equilibrar nosso conhecimento com a
experiência direta da mente natural.

E o que é a mente natural? É o estado comum da mente quando
está totalmente relaxada e não pensando em nada. Tal definição é tão simples,
que faz muitas pessoas apenas darem de ombros, como o que acontece quando você
lhes fala pela primeira vez sobre o Calendário de Treze Luas. Para a maioria
das pessoas a atitude para com a mente é que a natureza detesta o vazio, como
com a televisão que não pode tolerar o "espaço morto", mas deve
seguir imediatamente de comercial em comercial para espetáculo principal e daí
para o comercial com um escasso espaço entre as seqüências, assim é o processo
de pensamento da mente. Tão logo um pensamento ou uma cadeia deles se completa
outro já está lá, para continuar a manter ocupado o fluxo da mente. Para a
maioria das pessoas, se é que já pensaram sobre isto, esta simplesmente é a
natureza da mente – e não há nada que você pode fazer sobre isto. Se um
pensamento não estiver acontecendo, um será criado. Mas, como na televisão, há
uma solução. Você pode desligar a mente.

Isso é fácil para a televisão, mas não para a mente. Mas a
menos que você desligue sua mente – quer dizer, o fluxo incessante de
pensamentos incontroláveis – você não pode experimentar a mente natural. E sem
experimentar a mente natural, acredite ou não, você não pode saber quem você é
realmente. O problema de não conhecer a mente natural e, conseqüentemente, de
não conhecer seu verdadeiro eu tem estado conosco pelo menos desde o começo da
civilização babilônica. Poderia ser dito que os aborígines, como os pássaros e
os castores, os ursos e as abelhas, todos têm experiências não qualificadas da
mente natural como o fluxo comum de suas existências. Apenas olhe para um
iguana, um jacaré, um cervo ou uma tartaruga – só olhe quanto tempo eles podem
manter uma postura, sem piscar, respirando sempre tão ligeiramente. Eles estão
no estado meditativo inato da mente natural.

Quando o Buda teve a intenção de investigar a natureza da
realidade diretamente, deixando lar, família e a caprichosa vida palaciana para
fazê-lo, ele terminou sete anos depois tendo uma experiência prolongada da
mente natural. Esta experiência da mente natural era tão completa que foi
chamada de "iluminação", o despertar à verdadeira natureza da
realidade. Essencialmente o que ele ensinou era que não conhecendo a mente
natural original, os humanos vagam obcecados pelos seus pensamentos e
percepções condicionadas e fixas da realidade, e isto só é a causa final da sua
infelicidade e sofrimento.

Os ensinamentos de Buda foram elaborados com o passar do
tempo, dando origem a muitas escolas de pensamento. Mas o que ele
essencialmente ensinou e praticou foi uma disciplina para entrar em contato
direto com a mente natural. Há muitas escolas budistas como: Zen, Vipassana
(tradição Theravadin) ou Dzogchen (tradição Tibetana); ou Raja Ioga na tradição
hindu que mantiveram esta técnica essencial viva. Existem inclusive práticas
até mesmo nas tradições Sufi ou Nativa Americana/Tolteca que têm algo da
técnica de perceber a mente natural. Mas com Zen ou Dzogchen, como em qualquer
tradição, há um estilo de vida e um "idioma" já aperfeiçoado ou
jargão que são utilizados. Isto tem o efeito de fazer a meditação parecer
especializada ou de elite. Tantas pessoas pensam, "Isto só pode ser feito
pelos monges e freiras. Eu nunca poderia fazer isso". Mas quando o Buda
ensinou isto pela primeira vez, era só a prática natural de experimentar sua
própria mente diretamente – e de conhecer a natureza da mente universal. Não
usou jargão algum para falar sobre isto. Tudo isso veio depois.

À conclusão do ciclo, com todo o respeito a Zen, Theravadin,
Budismo Tibetano e Raja Ioga, é importante apresentar a técnica para conhecer a
mente natural como uma ferramenta comum, mas absolutamente indispensável para
nossa sobrevivência e para fazer nosso próximo salto evolutivo. Como ferramenta
comum é igualmente importante que seja disponibilizada para todo o mundo no
planeta e não como parte de qualquer tradição específica. Ao mesmo tempo, como
uma ferramenta comum, é também sagrada, ou melhor, uma ferramenta para nos
reaproximar da natureza sagrada da mente original.

A natureza sagrada da mente vem do fato que a mente é
natural e intrinsecamente um estado de paz. E esta paz é sagrada porque é a
realidade não dividida, e, portanto, sem conflito ou guerra em si mesma. Quando
se experimenta a natureza sagrada, não dividida da mente original, então,
através de suas percepções, o mundo é reinvestido do valor sagrado. Sem esta
ferramenta e sua prática ou disciplina você não saberá quem você é. Use-a e
você será um humano melhor, um muçulmano melhor, um judeu melhor, um cristão
melhor, um tolteca melhor, e certamente, um adepto melhor do Calendário de
Treze Luas e do tempo natural.

VEJA A PARTIR DAQUI
COMO FAZER A PRÁTICA DIÁRIA DA MEDITAÇÃO PARA PARAR A MENTE E ENTRAR EM CONTATO
COM A MENTE NATURAL.

III. Prática Natural
para Despertar a Mente Natural no Tempo Natural

A prática para despertar a mente natural é
extraordinariamente simples. É a forma e experiência mais humana que você pode
ter. É também o repositório da dignidade natural. E qualquer um pode fazer
isto. Você apenas tem que se sentar e ficar quieto. O modo natural é sentar no
chão, sobre uma almofada que seja firme, manter o tronco ereto, e isso permite
sentar com as pernas cruzadas. No chão, em uma almofada assim é preferível e
mais natural. Mas se isso não for possível devido a sua saúde ou condição
física, então sente-se em uma cadeira com os pés firmemente colocados no chão,
tronco ereto, sem se apoiar na parte de trás da cadeira.

Manter ereta a coluna já é despertar e ficar desperto. O
queixo fica ligeiramente abaixado e os olhos estão entreabertos, olhando para
baixo, em direção a ponta do nariz e para o chão. Os olhos estão abertos para
evitar dormir ou ir para os reinos da fantasia, que acontece muito facilmente
com os olhos fechados. O ponto é não escapar da realidade, mas ver e
experimentar a mente natural sem agir sobre ela. As mãos estão pousadas
confortavelmente nos joelhos, palmas para baixo. Esta é a postura natural do
ser humano alerta. Verifique sua postura enquanto você senta. Você quer que a
coluna esteja ereta, sustentando-o. A capacidade de fazer isto é o que
distingue virtualmente o humano de qualquer outro animal. Não se acorcunde!

Agora, nesta posição, você não tem nada a fazer senão
observar sua respiração. Respire normalmente. Você se tornará imediatamente
consciente de seus pensamentos. Conforme você se dá conta de seus pensamentos –
não importa a natureza ou conteúdo do pensamento – só rotule-o
"pensamento", ao expirar, dissolva-o. Naquele momento específico, antes
de expirar e apenas o pensamento é dissolvido, jaz o "espaço" entre
os pensamentos. É com este espaço que você vai querer familiarizar-se e
cultivar. É a semente da mente natural e a chave para o seu verdadeiro eu.

Tente fazer isto por meia hora, 45 minutos, ou até mesmo
uma hora. Você tem que perceber que só mantendo esta postura, não importa o que
está acontecendo em sua mente, você é paz. Você está resistindo a impulsos não
examinados de pensamentos para fazer coisas enquanto permanece em uma posição
que é completamente não agressiva. Imagine todo o mundo no planeta fazendo isto
durante uma hora cada manhã antes de começar seu dia. O mundo não estaria então
em paz? Não pode ser enfatizado o suficiente a importância de manter esta
postura. É 99% da prática para experimentar sua mente natural, porque realmente
é o único modo no qual você será capaz de experimentar sua mente natural – e
nada mais. E se você não sabe o que a mente natural é, realmente não pode dizer
que está no tempo natural…”

Recomendamos, por todos os motivos expostos no texto, que
os que puderem, incorporem também está prática no seu dia-a-dia, e caso queiram
todos os esclarecimentos, vejam o texto completo do Boletim do Projeto Rinri
que segue.

Boletim do Projeto Rinri III, Edição Mistério da Pedra, Volume 1, No. 3

Número Especial:
Mente Natural, Tempo Natural

Treinamento
Espiritual na Estrada para 2012

I. Falta de
Treinamento Mental – O Problema Número Um do Planeta Hoje

Querido Velatropanos,

Em atenção à falta de paz no mundo – muito menos os
prospectos para a paz universal antes de 2012 – como também a confusão geral
nas relações humanas, o caos moral que penetra a sociedade, e a incerteza e
instabilidade emocional que infestam virtualmente todo humano na Terra hoje,
não há dúvida que o problema número um que afeta o planeta é a inabilidade
humana de controlar a mente. Onde começa a guerra? Em um pensamento que a mente
não pôde controlar. Se todos na Terra praticassem verdadeiramente o controle da
mente, não haveria guerra.

O problema de controlar os pensamentos gerados pela mente é
composto geralmente por imersão na esfera cibernética e sociedade industrial.

Apenas considere isto: Quantas horas por semana você gasta
em frente a sua tela de computador – surfando na Internet, escrevendo e-mails,
ou qualquer outra coisa, processamento de dados, trabalho gráfico ou escrito
que você possa estar fazendo no computador? 10-15 horas, talvez mais. Quantas
horas você passa em frente à tela da televisão vendo a programação normal ou
jogando todas as semanas? Outras 10-15 horas? Quantas horas assistindo a um
vídeo de longa-metragem ou filme por semana? Talvez 6 a 8 horas? Quantas horas
dirigindo seu automóvel cada semana? Dependendo de onde você trabalha, talvez
outras 10-20 horas. Faça uma lista honesta e quanto isso dá?

Algo entre 30 a 50 horas por semana é a média provável.

Isso é quanto tempo por semana você está colocando sua
mente sob o controle de uma máquina ou de processo dominado por uma. Melhor
colocado, é quanto tempo por semana a sua tela mental é controlada pelo que
aparece em uma tela de monitor – ou o pára-brisa de seu automóvel. Sem
mencionar as pessoas cujos trabalhos são dominados pelo computador – um número
que cresce rapidamente. Humanos no banco, nos caixas de lojas, estações de
trabalho para processamento de informação e dados, etc., tudo ligado, de fato,
ao computador. Assim, o número de horas que o humano comum gasta com a tela
mental de realidade virtual que substitui a sua tela mental natural é enorme.

O ponto é não demonstrar quanto tempo somos dominados pela
máquina (embora realmente seja instrutivo tornar-se consciente disto), mas
considerar, através do contraste: Quantas horas por semana você gasta
conscientemente em frente a sua própria tela mental, sua mente natural? Provavelmente
pouquíssimas horas são gastas, se houver alguma, simplesmente sentando com sua
mente natural.

A maioria dos humanos é tão imersa na inconsciência de sua
própria mente e seu controle pelo ego que dificilmente têm uma pista do que é
verdadeiramente real e do que são idéias condicionadas em suas cabeças.
Impregnados pelos efeitos da esfera cibernética, o número de humanos que não
está em contato com a sua mente natural é chocante, especialmente quando se
considera a crescente "desesperança" dos problemas que parecemos
estar gerando e nos quais somos imersos. Conectar-se com não conhecer as ondas
de o pensamento da mente é ignorância sobre a natureza do ego. É por que
declaro inequivocamente: o problema número um que encara o planeta hoje é a inabilidade
da espécie humana em controlar, muito menos conhecer, a natureza de sua própria
mente. Como você pode esperar resolver um problema quando não tem a menor idéia
da natureza de sua mente, a mesma mente que criou o problema em primeiro lugar,
e então perpetuar isto por ignorância não examinada?

Se a mente é a raiz e fonte de tudo que sabemos como também
de todas as nossas percepções do eu e do mundo, e permitimos prontamente que
ela seja escravizada pela tela de uma realidade virtual ou dominada pela máquina
por um número preponderante de nossas horas de vigília, a mente também não
merece ser renovada pela experiência de seu próprio estado natural?

Na realidade, se o problema número um no planeta hoje é a
ignorância mental humana, a última solução é treinamento do controle da mente.
Não é que o ciberespaço e a máquina necessariamente sejam a causa, mais é o uso
intenso e até adição a estas ferramentas que ocupam a mente a tal ponto, que a
maioria das pessoas não sabe qualquer coisa sobre o estado natural de sua
mente, ou mesmo que exista. Claro que, o impacto da esfera cibernética na mente
pode ser rotulado como o efeito final da freqüência de tempo artificial 12:60
na consciência humana. No entanto, ainda temos que identificar e nos livrar
deste efeito, e a experiência geral de ter divergido da mente natural, da mesma
maneira que nós divergimos do tempo natural.

Ao falar deste assunto deveria estar claro que nenhuma
comunidade humana está isenta. As comunidades do Novo Tempo, Novo Pensamento ou
Nova Era sofrem tanto a falta de treinamento do controle da mente como
virtualmente qualquer outra na Terra. Eu pensei seriamente neste assunto
durante os últimos anos, e, depois de ter renovado intensivamente minha própria
disciplina em treinamento do controle da mente – o que você poderia chamar
meditação estilo Zen – eu cheguei à conclusão inevitável que, a menos que todos
nós cheguemos a um acordo com nossa mente natural, nossos esforços em
estabelecer um tempo novo de paz darão em nada. Tendo introduzido o primeiro
Treinamento Espiritual do Novo Tempo este último Fim de semana de Páscoa –
Solar 19-21 – estou mais convencido do que nunca desta verdade.

II. O que é a Mente
Natural?

Embora muitas pessoas pratiquem ou estão familiarizadas com
algum tipo de meditação, freqüentemente um tipo de visualização dirigida,
poucas pessoas, falando relativamente, estão realmente familiarizadas com a
prática de meditação cujo propósito exclusivo é o de apresentá-lo a mente
natural. Sem conhecer a mente natural – a natureza universal da sua mente ou de
qualquer outra pessoa – as outras formas de meditação podem nada ser além de um
tipo de escapismo. Especialmente para aqueles de nós que aderiram às virtudes e
valores de voltar ao tempo natural é absolutamente necessário equilibrar nosso
conhecimento com a experiência direta da mente natural.

E o que é a mente natural? É o estado comum da mente quando
está totalmente relaxada e não pensando em nada. Tal definição é tão simples,
que faz muitas pessoas apenas darem de ombros, como o que acontece quando você
lhes fala pela primeira vez sobre o Calendário Treze Luas. Para a maioria das
pessoas a atitude para com a mente é que a natureza detesta o vazio. Como com a
televisão que não pode tolerar o "espaço morto", mas deve seguir imediatamente
de comercial em comercial para espetáculo principal e daí para o comercial com
um escasso espaço entre as seqüências, assim é o processo de pensamento da
mente. Tão logo um pensamento ou uma cadeia deles se completa outro já está lá,
para continuar a manter ocupado o fluxo da mente. Para a maioria das pessoas,
se é que já pensaram sobre isto, esta simplesmente é a natureza da mente – e
não há nada que você pode fazer sobre isto. Se um pensamento não estiver
acontecendo, um será criado. Mas, como a televisão, há uma solução. Você pode
desligar a mente.

Isso é fácil para a televisão, mas não para a mente. Mas a
menos que você desligue sua mente – quer dizer, o fluxo incessante de
pensamentos incontroláveis – você não pode experimentar a mente natural. E sem
experimentar a mente natural, acredite ou não, você não pode saber quem você é
realmente. O problema de não conhecer a mente natural e, conseqüentemente, de
não conhecer seu verdadeiro, autêntico eu tem estado conosco pelo menos desde o
começo da civilização babilônica. Poderia ser dito que os aborígines, como os
pássaros e os castores, os ursos e as abelhas, todos têm experiências não
qualificadas da mente natural como o fluxo comum de suas existências. Apenas
olhe para um iguana, um jacaré, um cervo ou uma tartaruga – só olhe quanto
tempo eles podem manter uma postura, sem piscar, respirando sempre tão
ligeiramente. Eles estão no estado meditativo inato da mente natural.

Quando o Buda teve a intenção de investigar a natureza da
realidade diretamente, deixando lar, família e a caprichosa vida palaciana para
fazê-lo, ele terminou sete anos depois tendo uma experiência prolongada da
mente natural. Esta experiência da mente natural era tão completa que foi
chamada de "iluminação", o despertar à verdadeira natureza da
realidade. Essencialmente o que ele ensinou era que não conhecendo a mente
natural original, os humanos vagam obcecados pelos seus pensamentos e
percepções condicionadas e fixas da realidade, e isto, e isto só, é a causa
final da sua infelicidade e sofrimento.

Os ensinamentos de Buda foram elaborados com o passar do
tempo, dando origem a muitas escolas de pensamento. Mas o que ele
essencialmente ensinou e praticou foi uma disciplina para entrar em contato
direto com mente natural. Há muitas escolas budistas como: Zen, Vipassana
(tradição Theravadin) ou Dzogchen (tradição Tibetana); ou Raja ioga na tradição
hindu que mantiveram esta técnica essencial viva. Existem inclusive práticas
até mesmo nas tradições Sufi ou Nativa Americana/Tolteca que têm algo da
técnica de perceber a mente natural. Mas com Zen ou Dzogchen, como em qualquer
tradição, há um estilo de vida e um "idioma" já aperfeiçoado ou
jargão que são utilizados. Isto tem o efeito de fazer a meditação parecer
especializada ou de elite. Tantas pessoas pensam, "Isto só pode ser feito
pelos monges e freiras. Eu nunca poderia fazer isso". Mas quando o Buda
ensinou isto pela primeira vez, era só a prática natural de experimentar sua
própria mente diretamente – e de conhecer a natureza da mente universal. Não
usou jargão algum para falar sobre isto. Tudo isso veio depois.

À conclusão do ciclo, com todo o respeito a Zen,
Theravadin, Budismo Tibetano e Raja ioga, é importante apresentar a técnica
para conhecer a mente natural como uma ferramenta comum, mas absolutamente
indispensável para nossa sobrevivência e para fazer nosso próximo salto
evolutivo. Como ferramenta comum é igualmente importante que seja disponível
para todo o mundo no planeta e não parte de qualquer tradição específica. Ao mesmo
tempo, como uma ferramenta comum, é também sagrada, ou melhor, uma ferramenta
para nos reaproximar da natureza sagrada da mente original.

A natureza sagrada da mente vem do fato que a mente é
natural e intrinsecamente um estado de paz. E esta paz é sagrada porque é a
realidade não dividida, e, portanto, sem conflito ou guerra em si mesma. Quando
se experimenta a natureza sagrada, não dividida da mente original, então,
através de suas percepções, o mundo é reinvestido do valor sagrado. Sem esta
ferramenta e sua prática ou disciplina você não saberá quem você é. Use-a e
você será um humano melhor, um muçulmano melhor, um judeu melhor, um cristão
melhor, um tolteca melhor, e certamente, um adepto melhor do Calendário de
Treze Luas e do tempo natural.

III. Prática Natural
para Despertar a Mente Natural no Tempo Natural

A prática para despertar a mente natural é
extraordinariamente simples. É a forma e experiência mais humana que você pode
ter. É também o repositório da dignidade natural. E qualquer um pode fazer
isto. Você apenas tem que se sentar e ficar quieto. O modo natural é sentar no
chão, sobre uma almofada que seja firme, manter o tronco ereto, e isso permite
sentar com as pernas cruzadas. No chão, em uma almofada assim é preferível e
mais natural. Mas se isso não for possível devido a sua saúde ou condição
física, então se sente em uma cadeira com os pés firmemente colocados no chão,
tronco ereto, sem se apoiar na parte de trás da cadeira.

Manter ereta a coluna já é despertar e ficar desperto. O queixo
fica ligeiramente abaixado e os olhos estão entreabertos, olhando para baixo,
em direção a ponta do nariz e para o chão. Os olhos estão abertos para evitar
dormir ou ir para os reinos da fantasia, que acontecem muito facilmente com os
olhos fechados. O ponto é não escapar da realidade, mas ver e experimentar a
mente natural sem agir sobre ela. As mãos estão pousadas confortavelmente nos
joelhos, palmas para baixo. Esta é a postura natural do ser humano alerta.
Verifique sua postura enquanto você senta. Você quer que a coluna esteja ereta,
sustentando-o. A capacidade de fazer isto é o que distingue virtualmente o
humano de qualquer outro animal. Não se acorcunde!

Agora, nesta posição, você não tem nada a fazer senão
observar sua respiração. Respire normalmente. Você se tornará imediatamente
consciente de seus pensamentos. Conforme você se dá conta de seus pensamentos –
não importa a natureza ou conteúdo do pensamento – só rotule-o
"pensamento", e ao expirar, dissolva-o. Naquele momento específico,
antes de expirar e apenas o pensamento é dissolvido, jaz o "espaço"
entre os pensamentos. É com este espaço que você vai querer se familiarizar e
cultivar. É a semente da mente natural e a chave para o seu verdadeiro,
autêntico eu.

Tente fazer isto por meia hora, 45 minutos, ou até mesmo
uma hora. Você tem que perceber que só mantendo esta postura, não importa o que
está acontecendo em sua mente, você é paz. Você está resistindo a impulsos não
examinados de pensamentos para fazer coisas enquanto permanece em uma posição
que é completamente não agressiva. Imagine todo o mundo no planeta fazendo isto
durante uma hora cada manhã antes de começar seu dia. O mundo não estaria então
em paz? Não pode ser enfatizado o suficiente a importância de manter esta
postura. É 99 por cento da prática para experimentar sua mente natural, porque
realmente é o único modo no qual você será capaz de experimentar sua mente
natural – e nada mais. E se você não sabe o que a mente natural é, realmente
não pode dizer que está no tempo natural.

Pode ser argumentado que você pode experimentar sua mente
natural ao dirigir um carro, ou fazendo artesanato de contas, ou jogando golfe
ou, certamente, jardinagem, por exemplo, o que é bastante verdadeiro. Mas
enquanto você está envolvido nestas atividades ainda está preocupado com algo.
Você não está realmente dedicando todo o seu eu para experimentar diretamente a
natureza de sua mente original e do seu eu excluindo tudo o mais. E este é o
ponto deste treinamento. Ter a experiência pura, bruta, de ver sua própria
mente – isso e nada mais.

Fazendo esta prática, a coluna vertebral do treinamento
espiritual no tempo natural, há vários pontos importantes a observar. O
primeiro é a natureza descontrolada do próprio processo de pensamento. Quem
pensa todos estes pensamentos? Por que parece haver uma compulsão a eles?
Quantos tipos diferentes de pensamento estão lá? Há uma personalidade
consistente, unificada por trás de todos os pensamentos? Não é que você deva
focalizar em quaisquer destas perguntas, mas elas deveriam ser consideradas
enquanto você começa a sentar.

Muitas pessoas experimentarão um questionamento sobre se
esta é uma atividade válida ou não. Poderiam estar fazendo coisas “melhores”?
Entretanto, quem em primeiro lugar, lhe disse que você tinha de ser ativo todo
o tempo? Por quais valores você está vivendo e quem os promoveu em primeiro
lugar? A pergunta também deve ser feita: Quem está fazendo estas perguntas?
Quem o está ocupando de uma polêmica sobre sentar imóvel? Quem está produzindo
os fluxos de pensamento compulsivos, obsessivos? É seu ego? Onde o ego vive? O
que é o ego? É o produtor de pensamento?

Ego é o intérprete que se coloca entre "você" e
sua experiência. Ego é o que gosta de levar crédito pelas coisas que
simplesmente são uma função do plano divino, mas tenta evitar ser desacreditado
quando poderia parecer "ruim". Mas o que realmente o ego é? É você?
Você nasceu com seu ego? Ou seu ego se desenvolveu sob circunstâncias
condicionadas, respostas habituais que resultam em um conglomerado de padrões
de pensamento não examinados que mascaram seu senso de eu? Mas realmente é
você? O ego realmente está trabalhando pelo seu melhor interesse espiritual, ou
somente é o senso condicionado do eu que busca defender seu território, e de
algum modo ser o número um em seu mundo autodefinido? Mas se nós examinarmos
nossos pensamentos e as miríades de impulsos, realmente podemos achar qualquer
coisa que podemos dizer concretamente: Isto é meu ego? Isto é meu eu? ou Isto é
a essência de Kate Brown?

O ponto é, se esta é a primeira vez que você teve tempo
para observar sua mente, você encontrará muitos pensamentos e questionamentos.
A todos eles você tem simplesmente que aplicar o rótulo "pensamento",
e retornar a expiração. Conforme você expira, dissolva os pensamentos e
experimente o espaço. O fato é que um pensamento "bom" não pesa mais
que um pensamento "ruim". Sua autopercepção um momento muda o próximo
momento. Tão provável quanto não, as duas autopercepções podem cancelar uma a
outra. Todos os pensamentos têm a mesma natureza. Todos os pensamentos são
iguais. Não há nada que aconteça na mente que não seja pensamento. Todos os
pensamentos representam programas diferentes para fazê-lo perceber deste modo
ou daquele modo. De onde estes programas vêm? Já realmente experimentou a mente
como mente, e você mesmo como apenas o espaço onde e quando programa nenhum de
pensamento está acontecendo?

Também, se você não sentou durante 45 minutos antes, pode
bem pensar que é um pacote de dores ou coceiras. Mas o que é dor? Sim, podemos
dizer que a dor se origina no corpo, na região lombar, por exemplo. Mas quem
põe sua consciência lá? E se você apenas se sentar com isto, poderia notar que
perde a consciência da dor quando outro trem de pensamento obsessivo surgir.
Então talvez a dor não fosse tão importante. Quanto da dor é apenas uma
distração mental? Quanto estava lá, mas não notou isto antes porque você nunca
parou para acalmar sua mente?

O ponto, novamente, é que se você quiser se considerar um
ser humano liberado, não pode fazê-lo enquanto for controlado por pensamentos
cujas programações inconscientes o aprisionam em qualquer momento. Nem você
pode se considerar um ser humano verdadeiramente inteligente se você não souber
a natureza real dos pensamentos. Você os está pensando, ou eles o estão
pensando? De onde eles vêm? Como eles apenas surgem e da mesma maneira
facilmente desaparecem?

Relacionado à natureza de pensamentos e sua origem e
apaziguamento, é a natureza de mente. Está na natureza da mente só fortuitamente
produzir pensamentos e então lhes permitir desaparecer novamente? Por que uma
pessoa é obcecada por uma cadeia de pensamentos e outro por uma sucessão
totalmente diferente deles? E ainda os padrões obsessivos são o mesmo, não
importa qual o pensamento. O que é a mente então? Onde é localizada? É o mesmo
que o cérebro? Se for o caso, tudo que estou experimentando é apenas algo
acontecendo no cérebro? Ainda parece haver uma realidade maior. A mente existe
em todos lugares? É a mesma mente em mim e em você? Ou somos como peixes,
nadando no oceano de mente? A mente existe separada do corpo? E o que é
consciência?

Claro, você nunca responderá a estas perguntas ocupando-se
delas discursiva ou logicamente. Você só experimentará as respostas dissolvendo
a pergunta e retornando à expiração. Seguindo a técnica, com esforço e
disciplina, pouco a pouco você experimentará calma, percepção – e mais paz. E
este é o ponto. Para proclamar paz, você tem que incorporar paz. Praticar o
treinamento da mente natural é experimentar a verdadeira natureza da paz, que é
a mente sem preconceito, sem preferências, tolerando todos os pensamentos que
são produzidos e sem culpa, na mesma maneira fácil, permitir que desapareçam.
Quando você se esforça nesta prática, começa a incorporar o modo de controle da
mente que é o modo de paz. Sem contra ou a favor, simplesmente sendo o que é.
Esta é a verdadeira paz. Você deu um passo gigantesco em direção a evolução,
pelo caminho onde a guerra não mais existe, e a ausência de fronteiras da paz
inclui todos os seres. Mas par atingir isto você tem que praticar.

"Se ele praticar, então até mesmo um vaqueiro pode
realizar a liberação". Padmasambhava, Autoliberação Vendo com a
Consciência Nua, seção 27.

IV. A Mente natural,
Eu Autêntico e Consciência Não Nascida.

Claro, o que eu estou apresentando aqui é apenas o começo
de um processo que essencialmente se torna um estilo de vida, ou a base de um
estilo de vida. E é algo você pode fazer o resto de sua vida. É a mais humana
das atividades. Desde o princípio os guardiões da consciência humana, por eras,
foram os humanos de vanguarda que observam suas mentes, aprendendo a natureza
do eu, encontrando a verdade da natureza na realidade das suas próprias mentes,
ou recebendo a marca de Deus diretamente na quietude da sua mente quando nenhum
pensamento está formando. Estes não são apenas valores de eras antigas. São
verdades humanas eternas que são essenciais e devem ser postas em prática se
nós formos sobreviver como espécie.

Conhecer a mente natural diretamente é agora um
pré-requisito para a evolução. É o modo correto de estabelecer paz como a
fundação da consciência humana. Sem esta fundação de paz não desarraigaremos a
guerra de nosso vocabulário mental condicionado. Você não quer chegar a 2012 e
encontrar o anjo guardião do portão da evolução dizendo a você: "O que?
Você viajou por 5.000 anos de história e você ainda não conhece sua própria
mente? Eu não posso deixá-lo passar!".

É uma coisa ter o Calendário de Treze Luas como uma
reflexão externalizada da mudança evolutiva na consciência humana. É outro
assunto absolutamente diverso entrar novamente na posse da mente natural que
permite a experiência do tempo natural se expandir internamente no próximo
estado de coletivo mais elevado da consciência humana. O tempo natural embutido
na mente natural é a linha evolutiva irreversível que está esperando para ser
alinhavada agora, costurando a mente humana na noosfera – para sempre. Mas não
acontecerá se não houver o bastante de nós que genuinamente emancipem nossas
mentes antes de 2012!

Se você está apenas começando esta prática você pode
naturalmente imaginar: O que há nisto para mim, por que eu estou fazendo isto?
Ter uma experiência direta de seu verdadeiro, autêntico eu, é a resposta. Sem
esta experiência, você está vivendo realmente um eu falsificado, uma mentira,
um eu construído que nunca parou tempo o bastante para ser aberto, que está
monopolizando o espetáculo inteiro. Esta parte pode ser dolorosa – separar-se
dos programas convencionais habituais. Uma vez que comece a ver todos os
programas de pensamento diferentes que estão ocorrendo em você, porém, também
desenvolverá naturalmente o instinto para os expirar de seu sistema e ansiar
para respirar livremente afinal.

Mas leva tempo. É por isto que a disciplina é tão
importante. Você tem que fazer tudo em seu poder para fazer esta prática
diariamente. Você tem que ter tempo para fazer isto, como o que encontra para
surfar na Internet. É a única forma real de progredir em ver sua mente diretamente
e experimentando seu eu natural, autêntico.

A chave, como dissemos antes, está no espaço entre os
pensamentos. Você poderia experimentá-lo primeiro como uma pausa momentânea
depois de sua expiração. Mas eventualmente você poderá manter o espaço entre os
pensamentos por intervalos mais longos. Conforme faz isto, sentirá a mente
relaxando nela mesma. Os pensamentos surgirão e baixarão com maior claridade.
Você notará que a mente e o pensamento são o mesmo, ou que a essência da mente
– o que possa ser – penetra todos os pensamentos igualmente. De quem é a mente?
Há só uma mente com saídas infinitas e você é uma delas? E se a essência da
mente é um vazio sem substancia, então essa é também a natureza dos programas
de pensamento – um vazio sem substância?

Então você notará ou se perguntará algo mais: Quem está
observando? Quem está consciente? Se você não é seus pensamentos quem está
consciente? É a própria mente se observando ou sendo consciente de si mesma? De
quem é a consciência? Esta consciência é como a mente, sempre existente, não
fabricada. Na realidade, a consciência parece ser inseparável da mente. A
qualidade da experiência que você tem quando se torna consciente da
inseparabilidade desta consciência da mente – aquilo, aquilo é seu eu autêntico:
Incolor, inodoro, livre de pensamento. E também, parece, inseparável desta
consciência intrínseca, não nascida, sempre presente.

Assim você sempre tem esta consciência sempre existente –
não nascida, porque já estava lá quando você se tornou autoconsciente. A natureza
de seu eu autêntico é inseparável desta consciência intrínseca. E a mente
natural não existe separada desta consciência não nascida. É impossível separar
estes três elementos. E, na realidade, a experiência daquele "espaço"
entre os pensamentos é inefável, embora muita tinta já tenha sido derramada
tentando descrever ou falar sobre isto. Mas quando você experimentá-la, saberá.
Eventualmente será acompanhada por um senso de serenidade ou mesmo benção. A
claridade da mente que você experimenta será sua própria recompensa. Você não
quererá perder isto. Verá quão facilmente foi enganado antes em sua vida. Você
terá recuperado seu eu autêntico.

Você notará que o eu autêntico é naturalmente curioso e
destemido. O eu obsedado pelo ego não é curioso porque não quer nada novo para aborrecê-lo;
e é o oposto de destemido – é autodefendido. Mas o eu autêntico da mente
natural é o eu de sua infância inocente – curioso, destemido, aberto e novo.
Estas qualidades o ajudarão tremendamente na preparação para a descida do
divino, a mudança dimensional, o advento da noosfera!

Ao ser capaz de identificar pensamentos conforme surjam e
ainda assim não se identificar com eles, você estará na verdade se preparado
para duas coisas: 1) a mudança dimensional e 2) sua própria morte. A mudança
para noosfera é uma mudança dimensional, uma descida da mente quadridimensional
como uma percepção auto-existente ou construção da consciência. Quando isto
acontece você precisa estar absolutamente aberto. Qualquer pensamento que tenha
não só obstruirá a mudança em sua esfera mental, mas o consignará a uma
experiência intolerável sobre o que você está mantendo em sua mente. Isto é
realmente importante considerar. É por isto que dissemos que o treinamento do
controle da mente é pré-requisito para a mudança evolutiva.

Secundariamente, pela mesma razão para a mudança
evolutiva/dimensional, você precisa de uma mente que seja capaz de se ver
despida e diretamente quando você transitar para fora de seu corpo atual. Tudo
que você está mantendo, ou que não é examinado ou ainda inconsciente dentro de
você, o que quer que seja e em qualquer grau, o fará incapaz de experimentar
diretamente o grande prêmio pós-morte. Na realidade, suas deficiências serão
aumentadas e pode parecer uma situação muito difícil. É por isso que é sábio
enfrentar suas ilusões e seu karma honestamente enquanto você ainda tem chance
para despertar sua mente natural e ver a luz clara diretamente com sua própria
consciência não nascida, intrínseca.

Agora deve se ter em mente que eu só estou arranhando a
superfície de um tópico que é tão vasto quanto a própria mente. Mas temos de
abrir a porta em algum lugar. E temos que começar a deixar entrar um pouco de
ar e espargir alguma luz em algum lugar. Assim começamos onde começamos. Nós estamos
cultivando treinamento do controle da mente não para nos tornarmos Zen
budistas, mas para navegar a ordem sincrônica com claridade absoluta e
resolução. As marés da história estão batendo agora em uma costa desconhecida.
Você quer permanecer naquela costa e não ser arrastado na maré quando se vai
novamente. E naquela costa desconhecida, você quer ter uma mente renovada para
ver claramente e um eu autêntico que é desapegado, que deixou o passado e toda
a sua bagagem egóica, pronto receber o novo sem reserva.

Um último ponto nesta declaração preliminar na introdução
direta para sua mente natural. Para quem está fazendo esta prática? Claro, você
está fazendo isto para ter um relance então prolongar de forma crescente a
experiência de seu eu autêntico. Mas isso não é um fim em si mesmo. A
experiência da mente natural e eu autêntico existe para aumentar sua
efetividade em relação a seu mundo, seu ambiente, o resto da humanidade e o
todo da vida.

Conforme pratica, pode notar que seu ego realmente não existe,
que seus pensamentos são como bolhas que flutuam nas correntes da mente
universal, assim você realmente não precisa se defender. Você já é um
recipiente aberto. Então tem que pensar nos que ainda estão atados ao seu
sofrimento. Verdadeiramente nós vivemos num plano de existência onde a tristeza
acumulada pesa virtualmente em todo o mundo. Se você viu a natureza da
realidade e sabe que está vazia de qualquer coisa que não seja luz e verdade,
então você sabe o que é realmente verdadeiro para todo o mundo. Ainda assim,
por que todo o mundo não está experimentando isso? Em realidade, a natureza da
mente é compaixão, paz, realidade não dividida.

Conforme dissolvemos nossos limites mentais, a compaixão
nos surge naturalmente. Então, deve cuidar para que realmente você se dedique a
sua prática de treinamento de controle da mente para que todos os seres possam
chegar a esta mesma realização. Afinal de contas, que bem faz se você estiver
iluminado e todo o mundo estiver na escuridão? Isso realmente não funciona assim,
de qualquer modo. Sendo todos um, então realmente não nos tornaremos
completamente iluminados até que todos sejam iluminados conosco. Sendo assim,
faça então todo o esforço para se tornar claro e permitir que a luz de sua
claridade brilhe para todos que a necessitem.

Este boletim é
apresentado como um serviço a TODOS os Kins Planetários por Dr. Arcturus,
Doutor em Cura Planetária Valum Votan, o que Encerra o Ciclo.

Klatu Barada Nikto! A
Federação Galáctica Entra em Paz!

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